Domingo, 5 de Julho de 2009
Como construir no quintal uma horta que possa trazer alguns dos alimentos necessários para alimentação diária (Videos em Inglês)
Outro exemplo. (Ver outros vídeos onde ensinamos a fazer uma horta na varanda do seu apartamento)
Ver artigo onde pode aprender uma horta na varanda do seu apartamento
Sábado, 4 de Julho de 2009
Boaventura de Sousa Santos "O fim do pensamento único "
No momento em que escrevo, os portugueses dispõem de duas visões muito diferentes sobre como sair da crise em que nos encontramos. De um lado, o "manifesto dos 28" e, do outro, o "manifesto dos 52". Para o primeiro, a solução é o limite do endividamento, o que implica uma drástica redução do investimento público, fonte de muitos males, sendo os maiores o TGV, o novo aeroporto e as auto-estradas. Para o segundo, a prioridade é a promoção do emprego e a capacitação económica, o que implica um forte investimento público (não necessariamente nos projectos referidos) pois só o Estado dispõe de instrumentos para desencadear medidas que minimizem os riscos sociais e políticos da crise e preparem o país para a pós-crise. Artigo de Boaventura de Sousa Santos, publicado na Visão em 2 de Julho de 2009
As diferenças entre os dois documentos são, antes de tudo, "genealógicas". O primeiro é subscrito por economistas, a grande maioria dos quais ocupou cargos políticos nos últimos quinze anos, e colaborou na promoção da ortodoxia neoliberal que nos conduziu à crise. O segundo é subscrito por economistas e cientistas sociais que, ao longo dos últimos quinze anos, tomaram posições públicas contra a política económica dominante e advertiram contra os riscos que decorreriam dela. À partida há, pois, uma questão de credibilidade: como podem os primeiros estar tão seguros do seu saber técnico se as receitas que propõem, descontada a cosmética, são as mesmas que nos conduziram ao buraco em que nos encontramos e em cuja aplicação participaram com tanto desvelo político?
Mas as diferenças entre os dois documentos são mais profundas que a descrição acima sugere. Separa-os concepções distintas da economia, da sociedade e da política. Para o manifesto dos 28, a ciência económica não é uma ciência social; é um conjunto de teorias e técnicas neutras a que os cidadãos devem obediência. Pode impor-lhes sacrifícios dolorosos - perda de emprego ou da casa, queda abrupta na pobreza, trabalho sem direitos, insegurança quanto ao futuro das pensões construídas com o seu próprio dinheiro - desde que isso contribua para garantir o bom funcionamento da economia entendida como a expansão dos mercados e a lucratividade das empresas. O Estado deve limitar-se a garantir que assim aconteça, não transformando o bem-estar social em objectivo seu, pois mesmo que o quisesse falharia, dada a sua inerente ineficiência.
Pelo contrário, para o manifesto dos 52, a economia está ao serviço dos cidadãos e não estes ao serviço dela. Os mercados devem ser regulados para que a criação de riqueza social se não transforme em motor de injustiça social. Enquanto o bilionário Américo Amorim não terá de cortar nas despesas do supermercado apesar de ter perdido montantes astronómicos da sua imensa riqueza, o mesmo não ocorrerá com o trabalhador a quem o desemprego privou de umas magras centenas de euros. Cabe ao Estado garantir a coesão social, accionando mecanismos de regulação e de investimento para que a competitividade económica cresça com a protecção social. Para isso, o Estado tem de ser mais democrático e a justiça mais eficaz na luta contra a corrupção.
É de saudar que haja opções e que os portugueses disponham de conhecimento para avaliar as consequências de cada uma delas. Em tempos eleitorais é importante que saibam que não há "uma única solução possível para sair da crise". Há várias e estas, sem deixarem de ser económicas, são sobretudo sociais e políticas. Contudo, o pluralismo, para ser eficaz, tem de ser equilibrado em sua publicidade. Anoto, sem surpresa, que apesar de vários jornais de referência terem dado voz equilibrada aos dois manifestos, o mesmo não sucedeu com o Público, cujo director nos brindou com um comentário ideológico e auto-desqualificante contra o manifesto dos 52. Este proselitismo conservador tem muitos antecedentes - quem não se lembra da grosseira apologia da invasão do Iraque e da demonização de todos os que se lhe opunham? - e talvez por isso este jornal tenha os dias contados enquanto jornal de referência.
Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).
Fonte: http://www.esquerda.net/
Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
2º edição da Feira do Mirtilo, em Sever do Vouga, inaugura mercado local
A segunda edição da Feira do Mirtilo, em Sever do Vouga, vai ficar marcada pela inauguração do mercado Produtos da Terra, um espaço permanente que irá funcionar todo o ano, ao sábado, nas galerias do Parque Urbano da Vila. No mercado vão estar à venda artesanato e produtos locais, provenientes da agricultura biológica, e doces, muitos feitos com base no mirtilo, o fruto que se tornou um símbolo da vila.De tal forma que deu origem à feira, que começa hoje, às 15.30 horas, e termina no próximo domingo, no Parque Urbano da Vila. O mirtilo, que normalmente é vendido a um preço que varia entre os 25 e os 40 euros/quilo, vai ser comercializado a sete euros, sendo vendido em caixas de três quilos ou couvetes de 125 gramas.
A organização, da Câmara de Sever do Vouga, conta vender 1,5 toneladas de mirtilos nos três dias do certame. Para além do fruto, haverá doces e salgados desenvolvidos com base no mirtilo bem como artesanato temático. Dezanove artesãos, alguns a trabalhar durante a feira, vão mostrar o que se faz no município severense.
Nesta segunda edição há várias novidades: uma tenda gastronómica que visa a cozinha gourmet com introdução do mirtilo, que estará sob a responsabilidade do Chefe Jorge Sousa; e um SPA, um espaço de bem estar onde os visitantes poderão usufruir gratuitamente de massagens de relaxamento, limpezas de pele, entre outras actividades. Há ainda a Rota do Mirtilo, uma visita guiada a explorações de mirtilo da região.
A animação passa por música, à noite, e por uma corrida de karting, num circuito urbano, em Paçô, domingo, às 18 horas.
Fonte: http://jn.sapo.pt/



