Festival Andanças (3 a 9 de Agosto 2009) em Carvalhais, São Pedro do Sul


Dedicar um Festival de Música e Dança ao Silêncio? É esse o desafio Andanças 2009. Dedicado ao “silêncio” no sentido de parar para reparar no que se ouve, no que se faz, no que se vai dizer... Parar os excessos de ruído, de correria, de consumo... As pausas são essenciais na música, como na vida: interrompa a sua para vir ao Andanças! 3 a 9 de Agosto.

http://www.pedexumbo.com/



Tendo por base a cultura participativa, o Andanças é um festival de dança e música popular de todo o mundo, onde a aprendizagem cultural é ilimitada e transborda para outras áreas, em que quem toca e quem dança se junta para formar um colectivo que é muito mais que a mera soma das partes.
Os participantes têm oportunidade de, durante uma semana única de partilha, descoberta, convívio, relação com o outro, aprender ou experimentar a dançar, jogar, tocar, construir instrumentos e brinquedos tradicionais, passear pela serra, de se aventurar em novos espaços com pessoas diferentes (ou não) das que encontram todos os dias.
É também motivo para a realização de um (re) encontro anual entre músicos e bailadores vindos de toda a Europa, para que possam partilhar o seu trabalho uns com os outros e com um público alargado. A preocupação é, cada vez mais, incentivar a troca cultural: “do festival para fora e de fora para o festival”, à qual se alia uma preocupação ecológica, mas também social, e que fará deste espaço comum um local mais rico para todos.


PROGRAMAÇÃO

O Festival Andanças não tem uma maneira de ser vivida, mas imensas.
Temos, para isso, 8 espaços de programação, uma diversidade de actividades das 9h às 3h da madrugada, e outras dezenas de actividades como jam sessions, mergulhos nos poços e ribeiras e passeios na serra.
Começa-se o dia com oficinas de aquecimento; de seguida, as tendas acolhem as oficinas de dança até o fim da tarde e acaba-se com massagens. À noite, experimentam-se nos bailes as danças aprendidas ou assiste-se aos concertos.
Outro programa possível durante o dia é a participação em actividades paralelas e para crianças. Propomos uma programação exclusiva ao longo do dia (dança, contos, teatro e outras actividades artísticas).

No Carvalhal tem lugar a programação das Paralelas (oficinas para trabalhar o corpo - circo e expressão dramática - e actividades plásticas, criativas, escritas) e da Fogueira (contos). No Salão assiste-se à programação de filmes, debates, baile e teatro para pais e filhos; na Igreja a conversas sobre o ambiente, salão de música e concertos; no Telheiro a oficinas de instrumentos.
Mais programação: Percursos temáticos nos arredores, animações de rua, desfile de Domingo, e os já famosos Andamentos, Mini Andanças na serra…



MENU: Programação detalhada





BAILES E PALCO ALTO

Para este ano de 2009, haverá um grande número de grupos estreantes no festival quer portugueses, quer estrangeiros. Outros que já não vinham há dois anos regressam ao Andanças.
Estreantes estrangeiros:
Zlabya (fr);
Hot Griselda (bel);
Estreantes portugueses:
E os já conhecidos, entre os outros:
Zef (fr),
Inquedanzas (gal),
Tarentelle Abusive (it),
Mu,
Oco,
Teresa e Rodrigo Mauricio,


OFICINAS DE DANÇA

Eva Azevedo (Escola Sementinha), Paolo Herrera (Andinas), Mariyana Ilieva (Búlgaras), Zé Barbosa (Cabo Verdianas), Umoi Souza (Capoeira), Daniel Peces (Castelhanas), Oscar&Gladys (Chacarera), Carla Gomes (Chamarritas dos Açores), Roger Picken e Sue Wilding (Escocesas), Rita Duarte (Europeias), Erica e Pablo (Forró), Mayuka (Funk), Pétchu (Fusão de Raízes Tradicionais/Kizomba)Charlotte Bispo (Fusão de danças afro-brasileiras e Oriental), Sofia Franco (Havaianas), XL (Hip-hop), Mirjam Dekker (Holandesas), Ganga Grace (Indianas), Patrícia Vieira (Irlandesas), Monica Sava (Itália do Norte), Abeth Farag (Lindy Hop), Pétchu (Kizomba), Diana Azevedo (Leste), Ana Lage (Minhotas), Elsa Shams (Oriental 1), Crys Aysel (Oriental 2), Ricardo Faria (Salsa para Scottish), Polyanna Jazzmine (Sapateado Americano), Marta Chasqueira (Sevilhanas), Pacas (Street Dance), Oscar&Gladys (Tango Argentino), Juan&Graciana (Tango nuevo), Mirjam Dekker (Turcas & Armenas), Angel Terry (Latinas), Marina Vasquez (Finlandesas).



OFICINAS PARALELAS

A programação de Paralelas no Carvalhal tem a mesma lógica da última edição (2008), existem dois espaços que têm actividades associadas:
- ACTIVIDADES RELACIONADAS COM O MOVIMENTO E ARTES CIRCENSESCirco em Movimento, Malabarismo e equilibrio, Modelagem de balões, Magia, Lixo com Ritmo, Expressão dramática.
- ACTIVIDADES RELACIONADAS COM AS EXPRESSÕES PLÁSTICAS E CRIATIVASColares em tecido, Cintos com material reutilizado, Escrita Criativa, Construção de didgeridoo, Velas naturais, Artesanato Verde, Reduzir - Reutilizar - Recicl'art.
Nesta edição repensamos as oficinas nos palcos (relaxamento) e tendo em conta o tema "Silêncio" foram criados dois momentos distintos:
MEDITAÇÃO E RELAXAMENTO (Manhã)Tai Chi Chuan, Dança Circular Sagrada do Coração Único, Dança dos Afectos, Ondas de Respiração, Consciência Corporal e Auto-massagem, Meditação Sufi.
MASSAGEM E RELAXAMENTO (Tarde)Chi Kung, Massagem Tailandesa Tradicional, Massagem Ayurvédica, Tui Na (Massagem Chinesa), Abraço Terapia, Shiatsu, Segredos do Tantra, O Poder do Erotismo e do Amor, Universo Vibratório.


Fora do Carvalhal, encontra ainda muitas outras actividades:

OFICINAS ECO: Fornos Solares e Cosméticos naturais
FOGUEIRA: Contos com o Marco Luna, Tânia - Camaleão, Barreiro Fernandez, Joana Aguiar, Ana Lage, Encerrado para Obras.
APRESENTAÇÕES E ANIMAÇÃO: Circo em Movimento, Encerrado para Obras, Atropecias, Arte&manhã, Teatrus, Triopuliante.
PASSEIOS E OUTROS: Passeio das Borboletas, Danças Celestes, Visita às Termas, Reencontro da Fraguinha, Santa Cruz da Trapa.
EM DESTAQUE: Acção Sonora "Silêncio! Vamos Escutar Carvalhais": A Binaural propõe uma oficina de paisagens sonoras. Tem o objectivo de preparar uma acção sonora a apresentar ao público do Andanças 09 e consiste no registo de sons da zona de Carvalhais, sua edição, escolha e composição de uma peça sonora de 30 minutos. Será a seguir apresentada no maior número possível de sistemas de som.

IGREJA

Para se refrescar, a Igreja é o ideal! Alem das eco-conversas, logo após o almoço, poderá participar em oficinas de música, apresentações e concertos até as 22 horas.
- Oficina de Adufe, "O que é Harmonia", "Cântigos Sagrados" (Ana Júlia), Tangos, Taças Tibetanas, "Guitarra à Capela" (João Almeida", Pandereitas, Oficina com o Grupo de Trajes e Cantares de S. Cristovão de Lafões.
- Concerto "Dueto de Cordas" (Miguel Guelpi e Maria Corte), Concerto de Taças Tibetanas, Adufeiras de Paúl, InsesunS, Punto sem Nó, Teatro de Bonecos, Peixinho Rosa, Guitarra Portuguesa em Cravo, Winga Kan, Lunduns e Modinhas de Tliquitó, João Gentil, a Presença das Formigas.

ESPAÇO CRIANÇA

O Andanças cuida da curiosidade das crianças com uma programação particular ao longo do dia:
DANÇA: Ana Lage (Dança Minhotas), Grupo da Apelação (Danças Africanas, Samba e Italianas), Rita Bastos (Hip-Hop), Pacas (Street Dance), Rita Rato e Laura Boavida (Um balão também tem sensações), Inês Rego (Dançar com a Natureza e Movimentos do corpo e da alma), Umoi Souza (Capoeira), Mercedes Prieto (Zampadanças), Monica Sava (Danças do mundo).
TEATRO: Agora Teatro (Tamborilando), Triopulante (Sabemos Porque Lemos), Encerrado para obras (Palhaço Troca o Passo), Ana Cris - Raquel Cajão - Nuno Fernandes (Pausas Lendárias da Nossa Terra), O Titeretoscópio - Mini Teatro de Bonecos com Maíra Coelho e Patricia Preiss (O Encantador Encantado / A Equilibrista / Retirantes), Carla Ribeiro - Andreia Ribeiro - Damien Rigal (Teatro Waldorf de bonecos para crianças), Kelly Roberta de Souza Varella (Quixote: as peripécias de um cavaleiro doido), Manu (MANU – Ao Sabor do Vento), Mo de vida - Comercio justo (Teatro de Marioneta).
CONTADORES: Marisa João Tavares da Costa (O Silêncio da Noite), Isabel Silva (Histórias com Marionetas), Ana Manjua (Arte do Conto).
OUTRAS ACTIVIDADES MUSICAIS, PLÁSTICAS E EXPRESSIVAS:
Carla Cristina Pita Fernandes (Chiiiuu! - Jogos musicais e sonoros para crianças), Fábio Alexandre Alves fernandes (Sinfonia dos 3 R's - construção de instrumentos musicais), Sandra Carapau (Oficina de Teatro e Oficina de Construção de Instrumentos), Elsa Sofia Lima Ferreira (Expressão Dramatica), Joana Rita (Pimpidu – Expressão Plástica), Elisa Silveira (Origami, balões, instrumentos), Irene Martins (Macramé e Expressão Plástica), Raquel Oliveira (Música para Bebés), Rute Pinto (Historias para “ver” de olhos fechados: “A Cabra Azul”), Teatrus – Rolando Tavares (Malabarismo), Inês Duarte (Yoga) - e os Bailes para Crianças!

RANCHOS

Sempre presentes, os ranchos participam ao Festival, partilhando o seu conhecimento em Danças Portuguesas. Todos os dias, poderão aprender durante a oficina e bailar à noite.
Grupo de Danças e Cantares da Serra da Gravia (Beira Alta).
Grupo de Danças Raízes Latinas (Rio Gr. do Sul - Brasil).
Grupo Folclórico das Lavradeiras de Meadela (Minho).
Rancho Folclórico S. Tiago de Silvalde - adulto e infantil (Douro Litoral-Sul).
Grupo Folclórico de Portomar - Mira (Beira Litoral).
Rancho Folclórico Os Camponeses de Riachos (Ribatejo).
Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela (Estremadura).
Grupo Folclórico KUD "IVAN GORAN KOVACIC" (Croácia).
Orquestra Típica e Rancho da S.F.A.A.Coimbra (Beira Litoral).

ANDAMENTOS

Sendo o Festival feito pelos participantes, neste momento o Andanças é o que é devido aos milhares que se reencontram em Carvalhais em cada Agosto. Contudo, estamos cientes de que quando se ganha em variedade e diversidade, algo se perde em proximidade. Os Andamentos vieram em parte repôr essa experiência de contacto mais íntimo com a Natureza e as gentes locais. Dada a experiência positiva das edições passadas, regressam este ano para dar a conhecer três aldeias serranas. Cada Andamento possui um formato semelhante ao Andanças, embora dimensionado à escala e integrando programação local, o que permite participar em diversas actividades e ao mesmo tempo conviver e saborear vivências do Maciço da Gralheira.

ECO-ANDANÇAS NOVIDADES 2009

Quem não sai do Andanças pode usufruir de um momento de mais calma e frescura a seguir ao almoço, debatendo calmamente diferentes perspectivas nas eco-conversas. Este ano, claro, todas dedicadas ao Silêncio: na música ou na poesia, na pessoa ou entre as pessoas. Aguentaremos uma conversa em silêncio? Se não conseguirem, demorem-se antes na relva, convivendo. O importante em todos os casos será viver o momento, é isso estar no Andanças. E não se preocupem se a bateria do telemóvel acabou: peguem numa caneta e escrevam uma carta para casa. Ou enviem um postal para deixar os que lá ficaram invejosos com as paisagens maravilhosas da Região. Este ano será possível comprar selos e enviar cartas dentro da própria aldeia Andanças: parem para escrever o que vos vai na alma! E se deixarem de encontrar préstimo para o telemóvel, temos um ponto de recolha selectiva para aparelhos eléctricos. Este ponto junta-se a um outro de recolha de rolhas, com o qual o Andanças se soma aos que procuram preservar os montados deste país. Porque o Andanças gosta de promover boas ideias. Como a produção caseira de detergentes amigos do ambiente: continua a ser tão difícil encontrar produtos em que confiemos, que o melhor mesmo é por as mãos à obra. Este ano venha experimentar produzir detergente para a linha de lavagem Andanças! Ou então envolva-se com o tema dos fornos solares e cozinhe o seu próprio almoço com a ajuda do rei-Sol. No Andanças, o tempo dança todo por sua conta.

Programação sujeita a alterações.

DECLARAÇÃO DE MAGISTRADOS LATINOS SOBRE POLÍTICAS PÚBLICAS EM MATÉRIA DE DROGAS E DIREITOS HUMANOS | DECLARAÇÃO DO PORTO DE 2009

Exmos. (as) Srs. (as),

Nos dias 2 e 3 de Julho de 2009, vários magistrados latinos, Europeus e Americanos, reuniram-se na cidade do Porto para debater o tema da Política sobre Drogas, Democracia e Direitos Humanos, no âmbito da 5ª Conferência Latina sobre Redução de Riscos, organizada pela Agência Piaget para o Desenvolvimento (APDES). Deste encontro resultou a produção de uma declaração comum sobre as políticas públicas em matérias de drogas e os direitos humanos, que enviamos em anexo.

Na elaboração deste documento, participaram os magistrados: Martín Vázquez Acuña (Juiz do Tribunal Oral nº 1, Argentina), Mónica Cuñarro (Magistrada do Ministério Público, Argentina), Eduardo Maia Costa (Juiz do Supremo Tribunal de Justiça, Portugal), António Cluny (Magistrado do Ministério Público, Portugal), José Henrique Torres (Juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo, Brasil), Rubens Roberto Casara (Juiz de Direito do Estado do Rio de Janeiro, Brasil), Pablo Ruz Gutiérrez (Juiz do Tribunal de Primeira Instância e Instrução nº 5 Collado Villalba, Espanha), Clara Penín Alegre (Magistrada do Tribunal Superior de Justiça de Cantábria, Espanha), Luigi Marini (Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Cassação, Itália) e Renato Finocchi Ghersi (Vice Procurador Geral do Supremo Tribunal de Cassação, Itália).

Esperamos que este documento contribua para o enriquecimento do debate público, nacional e internacional, sobre as políticas sobre as drogas e o seu impacto na garantia dos princípios dos direitos humanos.

P’la APDES

Sofia Maia Silva

Agência Piaget para o Desenvolvimento (APDES)

Alameda Jean Piaget, 100 Apartado 1523 4411-801 Arcozelo - Vila Nova de Gaia Telf. +351 22 753 11 06/7 Fax. +351 22 753 36 55/9 | www.apdes.net


DECLARAÇÃO DE MAGISTRADOS LATINOS SOBRE POLÍTICAS PÚBLICAS EM MATÉRIA DE DROGAS E DIREITOS HUMANOS

1. As políticas públicas em matéria de drogas demonstraram ser um rotundo fracasso, já que não conseguiram atingir os fins pretendidos de diminuição do consumo de substâncias estupefacientes, nem chegaram a condenar as grandes organizações criminosas.
As Nações Unidas, no documento oficial do corrente ano – Relatório Anual sobre Drogas, UNDOC 2009 – afirmaram claramente que “não deve sacrificar-se a saúde pública à segurança pública”, devendo, sim, favorecer-se “o acesso universal ao tratamento da toxicodependência”, como “um dos melhores meios para reduzir o mercado ilegal de drogas”.
Também reconheceu que a repressão excessiva gerou um mercado ilícito de proporções macroeconómicas desconhecidas que se serve da violência e favoreceu a corrupção de sectores do aparelho estatal.

2. A transnacionalização dos fenómenos criminosos determinou a importação e imposição de figuras penais, provocando uma colonização legislativa que não teve em conta as particularidades da criminalidade de cada país.

3. A cooperação penal internacional representa uma das partes mais frágeis do direito penal, onde abundam instrumentos internacionais bilaterais e multilaterais, que revelam fragilidade material em geral, e que devem ser melhorados num enquadramento generalizado, para poderem cumprir os fins para que foram concebidos.

4. Enquanto os tribunais estão saturados de pequenos crimes, escapam-lhes os mais graves, que envolvem não só crimes de tráfico e de lavagem de dinheiro, mas ainda de corrupção cometidos por funcionários estatais.

5. Frente à observação do fenómeno anterior, constata-se que o Estado se demite de intervir nos espaços próprios de controlo estatal, como o controlo e fiscalização de precursores químicos, o mercado de medicamentos, o sistema institucional, o sistema financeiro, como também do estabelecimento e cumprimento de políticas preventivas, educativas ou de implementação de penas alternativas.

6. Da informação de diversos estudos empíricos realizados, resulta que chegam maioritariamente ao sistema penal os casos menores e insignificantes, o que provocou a sobrelotação do sistema penitenciário, e gerou um imenso e desnecessário desgaste do sistema judicial.

7. A legislação em matéria de drogas contende com os princípios da legalidade da lei penal, e ainda com os princípios pro homine, da ofensividade e da proporcionalidade, todos consagrados pelos Tratados de Direitos Humanos, de que os nossos países são signatários.

8. A legislação em matéria de drogas é uma legislação de emergência e, como tal, carece de um bem jurídico certo e determinado a proteger, possui técnica legislativa deficiente, uma proliferação excessiva de verbos, entre outros problemas técnicos que foram assinalados pela mais reconhecida doutrina.

9. A pretendida solução de um problema social complexo por meio do sistema penal viola o direito de acesso à saúde, o qual só é realizável, como assinalou o Comité do Pacto Internacional de Direitos Económicos, Sociais e Culturais se os membros da população tiverem nas mãos bens e serviços que lhes garantam direitos mínimos, de forma que se deve reservar o sistema repressivo para os casos graves.

10. Deve acentuar-se e aprofundar-se o papel do direito no desenvolvimento da tutela dos direitos individuais ponderando de forma positiva a redução da violência étnica e urbana, e favorecendo a harmonia multicultural.

11. Perante o conflito entre diversos bens jurídicos, deve dar-se sempre prevalência ao direito que conceda maior protecção à dignidade humana, à saúde, à vida, em detrimento do direito à segurança, na sua acepção reducionista.

12. A falta de políticas públicas em matéria preventiva por parte dos diversos governos de distinto sinal político é inversamente proporcional ao crescimento da propaganda de mão dura ou de campanhas de lei e ordem, as quais, confrontadas com a realidade, demonstram ser meras ilusões.

13. A proibição do consumo por meio da repressão da detenção de estupefacientes marginaliza os consumidores de drogas e condiciona o seu contacto com as instituições de saúde e outros organismos de assistência social, já que os identifica com a polícia, privando-os de receber informação sobre como evitar o consumo problemático e proteger a sua saúde.

14. É necessário substituir o conceito de redução de danos, para que não se limite a um conceito meramente assistencial, antes inclua a redução da violência que os departamentos estatais produzem sobre a população, por acção ou omissão, o que deve implicar uma mudança de paradigma.

15. O consumidor de drogas deve gozar de um efectivo direito à saúde. Quanto ao tratamento voluntário a seguir, são invioláveis o seu direito à informação, o direito ao conhecimento do diagnóstico, e também a confidencialidade dos dados pessoais. Os tratamentos a efectuar não devem prolongar-se excessivamente no tempo, devendo aplicar-se os meios e os fármacos adequados à problemática de cada pessoa. O internamento deverá ser sempre a última medida a aplicar, apenas quando nenhuma outra possa ser efectuada.

16. A imposição de um tratamento compulsivo, quer como medida de segurança, quer como pena alternativa, não só viola o princípio da autonomia individual, como constitui uma ferramenta ineficaz para cuidar dos consumidores de drogas, pois as estatísticas mostram que este tipo de intervenções não conseguiram impedir o incremento de recidivas. Daí a necessidade de conceder aos consumidores um amplo leque de alternativas em matéria de tratamento.

Porto, 3 de Julho de 2009

Martin Vázquez Acuña (Argentina)
Mónica Cuñarro (Argentina)
José Henrique Rodrigues Torres (Brasil)
Rubens Roberto Casara (Brasil)
Clara Penín Alegre (Espanha)
Pablo Ruz Gutiérrez (Espanha)
Luigi Marini (Itália)
Renato Finocchi Ghersi (Itália)
António Cluny (Portugal)
Eduardo Maia Costa (Portugal)

1ª Caminhada nocturna - Rora da Cárcoda - 1 de Agosto - 23 horas - S. Pedro do Sul

Fotos do jantar da Região Centro, comemorativo do Aniversário do ICE - Instituto das Comunidades Educativas

Para ver as fotos: http://picasaweb.google.com/zetovar1/JantarzinhoICE1592009?feat=email#

Queremos arroz transgénico?



Para assinar a petição, clique : http://www.greenpeace.org/international/campaigns/genetic-engineering/hands-off-our-rice/hands-off-our-rice-

O AgriCabaz tem arroz do Baixo Mondego, do Sr Jorge Vieira, marca Garça Branca, de produção integrada.

Petição contra destruição dos Jardin s do Palácio e privatização quase total do Pavilhão Rosa Mota


A aprovação na reunião de 23 de Junho da Câmara do Porto, com os votos do PSD, CDS e PS, da privatização e da chamada “requalificação” do Pavilhão Rosa Mota é mais um passo na destruição pelo Executivo PSD/CDS, com a cumplicidade do PS, de um património que os transcende e que incumbe à cidade respeitar, preservar e melhorar. Se tal proposta chegar a ser concretizada, verificar-se-á não só uma alteração radical da área circundante do pavilhão (lago e tílias) por força da nova construção para eventos empresariais, como o município do Porto ficará detentor de apenas 20% do capital da nova sociedade gestora. À cidade rouba-se o seu património e espaço público, eliminam-se os seus espaços verdes e alimentam-se negócios, favorecendo privados.

Bastaria, aliás, invocar a lei nº 159/99 (sobre as atribuições e competências das autarquias) para saber que do papel dos órgãos municipais faz parte “o planeamento, a gestão e a realização de investimentos nos seguintes domínios”: espaços verdes, mercados municipais (artº 16º), teatros municipais, património cultural, paisagístico e urbanístico do município, gerir museus, edifícios e sítios classificados, apoiar projectos e agentes culturais não profissionais (artº 20º). E não faltam vozes de autarcas a reclamar mais competências. Mas no município do Porto vive-se a situação espantosa de um Executivo que não só não quer exercer as competências legalmente atribuídas, como as delega, com o apoio do PS, aos interesses particulares.

Motivados pelo exemplo das movimentações cidadãs que impediram a demolição do Bolhão (mais de 50.000 cidadãs e cidadãos subscreveram uma petição ao parlamento), temendo que se concretize a alienação de mais património ainda, os cidadãos e cidadãs do Porto, abaixo-assinad@s, exigem o fim imediato do processo agora aprovado e a salvaguarda do Pavilhão Rosa Mota e seus jardins como equipamento público para usufruto de tod@s numa cidade ecológica, sustentada e defendida pelo exercício do interesse público.

http://www.petitiononline.com/rosamota/petition.html

No dia 2 de Agosto, domingo, pelas 22 horas, no Auditório do CETA, junto ao canal de S. Roque, Aveiro

José Afonso nasceu em Aveiro, em 2 de Agosto de 1929. Há oitenta anos! Se o seu nome não é apenas património da nossa cidade, a nós Aveirenses cabe-nos uma responsabilidade maior na evocação e defesa do seu legado de liberdade. Aqui viveu «numa espécie de paraíso». Daqui partiu o «grande trovador moderno», como lhe chamou Manuel Alegre, para unir os «filhos da madrugada» numa roda de utopia, de esperança e alegria, para mobilizar e dar voz a todos os que sonham e lutam no dia-a-dia por um mundo livre, justo e solidário.

Porque uma comemoração é uma comunhão, porque comemorar é lembrar em conjunto, o Grupo Poético de Aveiro (GPA) e o Círculo Experimental de Teatro de Aveiro (CETA) quiseram dar início às comemorações do 80.º aniversário do poeta-cantor de Grândola Vila Morena, em Aveiro, com um espectáculo de poesia e canto capaz de unir todos, novos e velhos, homens e mulheres, em torno da sua obra poético-musical.

Comemoração e festa! É de festa, de celebração que falamos, não obstante as inúmeras dificuldades e incertezas do presente. Ou até por isso. Celebremos o poeta, o cantor, o compositor, o intérprete de grande sensibilidade que foi José Afonso. Festejemos a «inconfundível qualidade da sua voz». Festejemos José Afonso, o «trovador da inquietação», no dizer de Carlos do Carmo. Celebremos o companheiro, o cidadão, o amigo que veio por bem. Festejemos e demos as mãos em defesa do seu legado, que é feito de ternura e subversão, de liberdade e rebeldia, de contínuo aperfeiçoamento, de inconformismo com as injustiças e opressões dos senhores do mundo, de recusa do dogmatismo e do paternalismo, de desprezo pela intriga e pela inveja.

Aproveitemos esta efeméride para conhecer melhor a obra de José Afonso como desafio para nos conhecermos melhor a nós mesmos. Ao longo de mais de 30 anos de actividade, José Afonso gravou 28 discos, abarcando vários géneros, do “fado de Coimbra” à “canção popular”, da “balada” à “canção de intervenção”. A obra de José Afonso — em boa medida ainda desconhecida — é referência natural para inúmeras bandas, músicos e escritores de canções dos nossos dias. Todavia, como afirma José Mário Branco, noutro contexto, «este tesouro» «teria sido um grande nome mundial da canção».

CETA e GPA com o apoio da Livraria Buchholz Aveiro

Fonte do texto: http://pela-positiva.blogspot.com/

HORTAS DA ALDEIA (Produção biológica)

Está a decorrer no Mercadinho o Dia Verde, hoje, agora.

  • 25 de Julho (Sábado)
    • Dia Verde no Jardim Botânico

      • Ponto de encontro: 10h30, entrada do Departamento de Botânica

      • 10h35: Sessão de Orientação

      • 11h15: Visita ao Mercadinho do Botânico

      • 11h45: Visita guiada ao Jardim Botânico

      • 12h45: Almoço (caldo verde, feijoada ou seitan no forno, arroz doce, sumo de maçã/uva ou infusão de plantas e café)

      • 14h – 16h30: Oficinas de Permacultura


@COIMBRA - ELECTRIC WILLOW

Organizador : Quebra Costa - Coimbra
Início:
sexta, 24 de julho de 2009 às 22:00
Horário de término:
sábado, 25 de julho de 2009 às 01:00
Localização:
ESCADAS DE QUEBRA COSTAS

Os Sais da Casa do Sal da Figueira da Foz também estão na Cornucópia - Loja Gourmet, na Figueira da Foz


6º Concurso PoliEmpreende - Vencedores 2009



A ESEC TV apresenta os vencedores do "6º Concurso PoliEmpreende | projectos de vocação empresarial |".

Tendo por principal objectivo fomentar o empreendedorismo da comunidade académica, o PoliEmpreende destina-se a: alunos, diplomados e docentes dos vários Institutos Politécnicos.

O Instituto Politécnico de Coimbra coordenou a edição 2009 deste concurso de ideias inovadoras.

A cerimónia de entrega dos prémios decorreu no auditório do Instituto de Contabilidade e Administração de Coimbra.

Reportagem sobre o AgriCbaz que passou na TVI em 6 de julho de 2009

Boletus Groumet promove, no próximo sábado dia 25 de Julho uma prova de vinhos alentejanos da Herdade do Rocim.


O Boletus Groumet promove, no próximo sábado dia 25 de Julho, na sua loja, uma prova de vinhos alentejanos da Herdade do Rocim.

A Casa do Sal da Figueira da Foz vai estar presente na FIAGRIS de 22 a 26 de Julho de 2009

A Fiagris2009 – Feira Industrial, Comercial e Agrícola de Seia abre ao público no próximo dia 22 de Julho (Quarta-feira) e decorre até ao dia 26 de Julho (Domingo). Durante os cinco dias do certame, entre as 19:00h e as 24:00h, e ao fim-de-semana, das 15:00h às 24:00h, o potencial empresarial do concelho pode ser visitado na Fiagris, onde estarão presentes 38 empresas de diferentes ramos de actividade, entre outras colectividades, numa mostra de serviços e produtos também promovidas por 56 expositores de artesanato nacional e internacional.

Aliado a esta mostra, a organização preparou um programa musical diversificado com artistas bem conhecidos do público português. O primeiro concerto é o dos Xutos e Pontapés e terá lugar no largo da feira, no dia 22, pelas 23h. No dia seguinte o Anfiteatro Municipal, local onde decorrerão os outros concertos, receberá dois espectáculos, os 4 Taste, às 22h, e as Just Girls, pelas 23:15h. Carlos do Carmo dá voz ao fado português no dia 24, às 23h, e o Rancho Folclórico de Seia traz ao público diversos grupos de folclore nacionais e internacionais. No último dia sobem ao palco dois artistas, primeiro será Mafalda Veiga, às 22h, seguida de João Pedro Pais, às 23:15h.

O programa contará ainda com algumas demonstrações pontuais promovidas pela Associação de Artesãos da Serra da Estrela, Associação Empresarial da Serra da Estrela, Sapadores Florestais, bem como iniciativas dedicadas ao desporto, como o jogo entre o União de Leiria e a Académica de Coimbra no dia 22, às 18h, no Estádio Municipal de Seia e o IX Torneio de Ténis de Seia, organizado pelo Clube de Ténis de Seia, no sábado e domingo.

No decorrer do certame organizado pelo Município de Seia, em colaboração com a Associação Empresarial da Serra da Estrela, a Associação de Artesãos da Serra da Estrela e o Nerga – Delegação de Seia, malabaristas, ilusionistas e palhaços, fazem animação de rua.

Para visualizar o Programa clique aqui

Um lar para Ignis


Citando Mahatma Ghandi, “A grandeza de uma nação e o seu progresso moral podem ser avaliados pela forma como trata os seus animais”. … há exemplos notáveis, mas avaliando pelo escala de Ghandi, somos globalmente uma nação muito pequenina! Há, felizmente, exemplos de excelência dos quais destaco a Louzanimales- Associação Pelos Animais da Lousã, com a qual colaboro como FAT. http://louzanimales.blogspot.com/

Se todos os animais abandonados merecem apoio, carinho, atenção, permitam-me que apele para um em especial, a Ignis. Viveu em colónia até há pouco tempo. Foi recolhida por algum tempo para apoiar a ninhada e para ser esterilizada, mas ao contrário do que era expectável, tornou-se, em pouco tempo, num animal dócil, sereno e muito carente de afecto e mimos. Toda pretita, o pêlo tem um leve toque de chocolate e umas pinceladas bancas lindíssimas! As patas traseiras têm manicure francesa “base preta e as pontas brancas” perfeita! No pescoço um Papillon bem localizado e, na barriguita, uma manchinha branca completa a pintura! Linda, de uma beleza requintada! O seu temperamento é o de uma lady! Num primeiro contacto, com convém a uma menina recatada, é um pouco esquiva, mas sentei-me no chão perto dela e comecei a falar-lhe com carinho. Ao fim de cerca de meia hora estava no meu colo e foi amor para toda a vida, de parte a parte!

Quando ela teve de deixar a minha casa, porque havia outras solicitações às quais não pude deixar de atender, coube-me a mim a ingrata tarefa de a colocar no transportador. Ela não queria ir (nem eu que ela fosse), pelo que falhei várias vezes. De todas elas a Ignis voltou ao meu colo, a medo, mas a ronronar, apesar de saber o que eu me preparava para lhe fazer! Quando já no transportador, ela começou a chorar, lágrimas mesmo… Não há palavras que expliquem a dor que senti no momento e que me acompanha até agora. Está numa quinta, para animais de adopção difícil, porque há excedente de gatos pretos, por puro preconceito são mal vistos e muitas vezes rejeitados.

Os animais dão-nos grandes lições de vida e este fê-lo de uma forma única, numa lição de elegância, de amor, paciência e confiança.

Teresa Paiva, colaboradora da Verdes Verdades

Nostrum dá a conhecer a “ciência viva” no Verão

A Associação Nostrum vai realizar durante os meses de Verão passeios gratuitos a locais de interesse ambiental, patrimonial e paisagístico.

Estas acções inserem-se no âmbito da Agência Ciência Viva e decorrem entre 15 de Julho e 15 de Setembro de cada ano.


Na região, as acções vão desde o centro histórico caldense – Termalismo, Parque D. Carlos I e Mata Rainha Dª Leonor – à Lagoa de Óbidos, agricultura, cerâmica naturalista local e a toda a orla costeira de Alfeizerão a Peniche, cruzando a ciência com aspectos sociais, humanos, lendas, tradições e curiosidades diversas sobre a nossa região oeste e a nossa vida diária.


A primeira actividade está inserida na Geologia de Verão e consiste num percurso contornando toda a Lagoa de Óbidos, no qual será dada relevância ao Penedo Furado, abordada a origem e provável evolução deste sistema lagunar, a biodiversidade passada (dinossáurios) e presente, a dinâmica de correntes, o impacto do homem e problemas actuais e possíveis soluções.


Com um total de três sessão, a primeira irá decorrer amanhã, dia 18, repetindo-se a 22 de Agosto e a 5 de Setembro. O ponto de encontro será na Câmara das Caldas às 10 horas.


Nos dias 25 de Julho, 8 de Agosto e 12 de Setembro decorrerá uma visita pelo “Hospital termal mais antigo do mundo...” através de um percurso guiado ao centro histórico, incluindo a visita ao Hospital Termal, Igreja de Nª Sr.ª do Pópulo e subida à torre sineira, Palácio Real, Museu do Hospital e das Caldas, Parque D. Carlos I e Mata Rainha Dª Leonor. Serão abordados ao longo do trajecto aspectos como a origem das águas termais, impacto da sua exploração no aparecimento e crescimento da cidade e aspectos geo-históricos.


No âmbito da Biologia no Verão, Mercês Silva e Sousa vai orientar a acção “A planta que reapareceu”, nos dias 18 e 25 de Agosto. O objectivo do percurso, num total de oito horas, é o de mostrar o habitat e o local (Quinta da Boneca) onde foi encontrado o musgo dado como extinto em Portugal desde 1970. A visita à Casa Museu de Bordalo Pinheiro junto à quinta pretende relacionar a descoberta com a cerâmica naturalista caldense. Esta actividade terá início às 10h00, junto à Câmara.


“Investigando a qualidade do ar com líquenes e musgos”, é outra das acções que irá decorrer nas Caldas e consta de uma visita a locais da região Oeste onde se pode verificar o impacto da actividade humana na qualidade do ar e a sua relação com a biodiversidade de líquenes e musgos existentes em olivais. A actividade, que compreende um período de oito horas, possui um itinerário que passa pelas Caldas, Amoreira, Gaeiras, Óbidos, Bombarral, Santuário do Bom Jesus do Carvalhal, e Parque D. Carlos I.


As acções realizam-se a 31 de Julho e 29 de Agosto, e têm como ponto de encontro a Câmara das Caldas.


Nos dias 1 e 15 de Agosto terá lugar uma acção sobre agricultura biológica, com uma visita ao mercado de Óbidos e a duas explorações de agricultura biológica. O transporte está incluído e o encontro está marcado para o parque de estacionamento de Óbidos, às 10 horas.


Todas as acções têm inscrição prévia, que poderá ser feita através do número azul 808200205, de segunda a domingo, das 09h30 às 22h30, ou através do site da Agência em www.cienciaviva.pt.


Fonte:http://www.gazetacaldas.com/Desenvol.asp?NID=26875

Homrnagem a Fernando Nobre feita pela Casa da Guiné-Bissau em Coimbra, em colaboração com a Orquestra Clássica do Centro


“Eu e vocês por uma Guiné melhor”. O lema orientou ontem a homenagem ao fundador da Assistência Médica Internacional, Fernando Nobre, que há 22 anos começou a trabalhar naquele país africano.

A iniciativa foi da Casa da Guiné-Bissau em Coimbra, em colaboração com a Orquestra Clássica do Centro, onde foi também inaugurada uma exposição fotográfica que recorda as duas décadas de trabalho da AMI na Guiné-Bissau.

O presidente da Casa da Guiné justifica o «acto de justiça» pelo «humanista de princípios e de carácter altruísta». «O amor de Fernando Nobre ao trabalho e ao próximo levou-o em espírito de missão errante pelo mundo guiado pela ideia de que todos os povos têm direito a viver com o mínimo de dignidade».

Para Julião Soares, o médico, «grande cultor da paz», teve «a coragem de colocar os pés onde nunca ninguém tinha arriscado ir», mas sempre com «um elevado sentido de entrega e esforço para conhecer e respeitar o outro, acreditando num mundo melhor». «Na história de um povo, 22 anos pode não ser nada, mas é muito na acção dos homens», apontou Julião Soares.

«Fernando Nobre conhece muito bem a Guiné, talvez até melhor que os guineenses que aqui estão», referiu o embaixador daquele país. Para Constantino Lopes, o país «é um território fértil para desenvolver actividades», particularmente na saúde e educação, mas «a questão é pôr o arado a cultivar». Por isso, se Fernando Nobre «está disposto a trabalhar connosco, não podemos ficar de braços cruzados, porque é a altura de nos levantarmos e seguir os seus passos e o exemplo da AMI, pondo mãos à obra», incitou o representante.

Fonte: Diário Coimbra

Hortas urbanas - video e conselhos para contruir uma na varanda

Mais um vídeo onde se retrata experiências de hortas urbanas na região metropolitana de Lisboa. Ficam ainda mais algumas dicas para quem se queira iniciar.



Ver mais vídeos práticos para construir uma horta na varanda aqui

Criar hortícolas e ervas aromáticas no pátio ou na varanda não é difícil.

Localização

Um local aberto e abrigado é o melhor para as hortícolas. Varandas ou pátios viradas a nascente, sul ou poente são óptimas e mesmo as viradas a norte não impedem o cultivo de hortícolas menos "esfomeadas" de sol. O que importa é que as plantas apanhem a maior número de horas de luz solar possível. Nalguns casos, mesmo varandas viradas a norte têm por perto um prédio que ao reflectir a luz do sol facilita o cultivo de hortícolas. Observe como a luz do sol ilumina o seu pátio ou varanda de manhã e à tarde e referencie os locais de maior luminosidade, pois esses serão os ideais para colocar a sua cultura. Apesar de complexo e até caro, em última análise, é possível montar iluminação artificial ou largas superfícies claras de diferentes materiais (como chapas metálicas brancas ou chapas de policarbonato branco, etc) colocadas de maneira tal que sirvam de reflector de luz solar e melhorem as condições do seu local.

Canteiros, vasos e contentores

Se tem espaço disponível o melhor é um canteiro elevado. tem a vantagem de um volume de substrato generoso que amortece o perigo de seca em períodos de intenso calor, permite quase todo o tipo de culturas e é cómodo para trabalhar, evitando o dobrar das costas e das pernas quando o canteiro é térreo. um canteiro elevado não é mais que uma "caixa" paralelipipédica com dimensões razoáveis e uma profundidade de 40 a 50 cm apoiada num tipo de suporte qualquer de modo a que o bordo superior do canteiro fique entre 60cm a 70cm do chão. Pode ser feita em alvenaria, madeira, plástico ou outro tipo de mateirais (compósitos como fibra de vidro, etc.). Quando feitos em madeira rústica a emitar troncos sobrepostos dão um acabamento muito bonito e natural. As dimensões de um canteiro elevado dependem do espaço disponível mas como aproximação podemos usar o princípio de múltipos de 30 cm, ou seja, 30X30 (isto é um vaso), 30X60 (isto é uma floreira), 60X90, 90X120, 90X150, são dimensões possíveis para um canteiro elevado em função do espaço disponível.

Em última análise um vaso é um mini canteiro elevado com a diferença que a sua profundidade é igual ao seu diâmetro no vaso standard. O que importa é fixar que uma planta de médio porte como tomateiros ( ver história e benefícios do tomate), feijoeiros, ervilhas, couves, pepinos ou pimenteiros necessitam de cerca de 25 litros de substrato por cada planta ao passo que as hortícolas de pequeno porte como as alfaces, espinafres, rabanetes, etc. necessitam de 13 litros de substrato por cada planta. 25 litros é aproximadamente o volume de um vaso standard de 30 cm de diâmetro e 13 litros o de um vaso de 15cm de diâmetro.

O canteiro também pode se térreo, ou seja em vez de elevado e assentar num suporte de apoio e elevação, pode assentar directamente no chão do pátio ou da varanda, havendo o cuidado de deixar uma folga ou furo de drenagem para o escoamento de águas.
Numa floreira de 30X90 podemos plantar 3 plantas de médio porte (por exemplo 3 tomateiros) ou 12 plantas de pequeno porte em duas filas espaçadas de 15cm com uma distância entre pés também de 15 cm.

Não devemos nunca esquecer que tanto os vasos como os canteiros devem possuir furos de drenagem ao longo do fundo do contentor. É preferível ter vários furos de pequeno diâmetro que um grande furo único.

Em função do espaço disponível e da vontade de cada um, podemos criar uma pequena horta urbana na varanda ou no pátio com composições variadas de canteiros e vasos de diferentes dimensões de modo a tornar o espaço harmonioso e agradável. As regras básicas foram expostas, agora vale a criatividade de cada um.


Substratos

A cultura em contentores difere da cultura tradicional na terra fundamentalmente no facto do volume de substrato disponível ser menor. Por isso este substrato tem de ser permeável mas capaz de reter humidade e deve ser rico em matéria orgânica, já que as hortícolas são de um modo geral exigentes em matéria de nutrientes. Por outro lado, como o volume de substrato é menor seca e aquece mais depressa que um maior volume de terra, aumentando assim a sensibilidade da cultura ao meio ambiente. O esgotamento do substrato (perda de lementos essenciais e nutrientes) é mais rápido qaundo em pequeno volume, sendo necessário reforço de matéria orgânica ou mudança de substrato sempre que se inicia uma cultura. Se a rotação de culturas é importante quando se cultiva no solo em contentor é ainda mais importante, não devendo nunca ser plantado no mesmo substrato a mesma hortícola em anos consecutivos, ou seja se no 1º ano plantámos um tomateiro num dado contentor, no 2º ano devemos reforçar o substrato com adubo orgânico e plantar um feijoeiro ou outra diferente mas nunca outro tomateiro, a menos que modemos o substrato todos os anos. No 3º ano já podemos plantar novamente o tomateiro.

O reforço do substrato deve preferencialmente ser feito com adubo orgânico de origem vegetal ou animal devidamente curtido que se pode adquirir nas lojas da especialidade ou mesmo nos hipermercados. O adubo orgânico não só repõe o nível de nutrientes como melhora a capacidade de reter humidade sem perder a permeabilidade.

O substrato propriamente dito é uma mistura standard de terra para vasos disponível nas lojas referidas. A este juntamos duas pás pequenas de jardinagem de adubo orgânico por cada 25 litros de substrato. Nalguns casos o substrato já tem adubo orgânico adicionado, sendo dispensável qualquer outra adição inicial. É recomendado ler nos sacos de composto ou terra as indicações e características que o fabricante fornece afim de evitar excessos de adubação que também são prejudiciais ( ver como fazer compostagem em casa - artigo - vídeos).

Plantar

Tanto para os canteiros elevados como para os contentores e vasos, o método é identico e consta da criação de uma camada de alguns cm no fundo do contentor de um material que impeça que o composto saia com a água da rega, como gravilha, pedras ou esferas de argila expandida (leca) seguida de uma camada de composto até 2/3 ou 3/4 da altura do vaso ou contentor. Sobre esta camada dispomos as plantas e acabamos de encher o último 1/3 ou 1/4 com mais composto compactanto ligeiramente em torno do pé da planta. No caso dos canteiros elevados, far-se-á o enchimento do canterio até 2cm ou 3 cm do bordo superior e far-se-ão pequenas covas espaçadas e em linha de acordo com o tipo de cultura, onde se coloca a planta e se tapam as raizes com o mesmo composto, compactando tambem em volta do pé da planta. No caso dos vasos em que se plantam hortícolas de médio porte que requerem armações de suporte, é boa ideia colocar as canas ou outro tipo de suporte dentro do vaso antes de o encher de terra; é mais fácil, fica mais seguro e não danificamos raizes.

As plantas estão prontas para ser plantadas (veja-se neste tópico sementeira em alfobre) quando atingem 15cm de altura com 5 ou mais folhas. Para diminuir o risco de seca e no caso de plantas com caule erecto, podemos retirar as duas folhas inferiores (do lado das raizes) e enterrar a bola de raizes a uma profundidade tal que as folhas inferiores restantes fiquem a 2cm ou 3cm da superfície do composto.

Uma vez plantadas as hortícolas, é boa ideia deitar uma mão cheia de bolinhas de adubo químico de libertação lenta que possua Cálcio na sua composição.

Rega

O maior risco quando se cultiva em contentores é a secagem do substrato e a respectiva morte da planta. A rega aqui assume cuidados redobrados. Regar de manhã e nunca deixar secar o substrato é a regra a seguir. Nos meses mais quentes pode ser necessário regar todos os dias, mas o melhor é enfiar o dedo no substrato e avaliar do estado de humidade a 3cm ou 5 cm de profundidade.

A rega deve ser feita apenas sobre o substrato e não sobre a planta, com chuveiro fino de regador ou mangueira devidamente ajustada para não fazer jactos de água que iriam abrir furos no substrato e expor as raizes da planta.

Manutenção da cultura

Inspecção diária quando se rega ou após esta é uma boa prática. Esta inspecção deve incidir sobre a planta e sobre o substrato. Sobre a planta para detectar pragas ou doenças no seu estado inicial o que torna o seu controlo muito mais fácil do que quando a praga ou doença se espalha por toda a planta. Os afídeos (ou piolhos) multiplicam-se às centenas no espaço de alguns dias, pelo que, se não os eliminarmos quando são poucos fica muito mais difícil correr com eles. Inspeccionar a planta para avaliar do seu estado geral, volume e forma, eliminando algumas folhas ou ramos que não interessam ou despontá-los para parar o crescimento de folhas e caules e induzir os frutos.

Inspeccionar o substrato para remover ervas daninhas e o estado de compactação junto do pé da planta. Com as regas o substrato vai abater progressivamente e compactar-se naturalmente.Se se torna demasiado compacto, dificulta a aerificação das raizes e a penetração da água da rega. Quando avaliarmos que o substrato está muito compacto, devemos revolver a terra junto do pé com um pequeno sacho de modo a descompactá-lo.

O resto é o sol e a água que se encarregam de nos dar os frutos ou as folhas para as nossas mesas.

Fonte texto: http://www.quiosquedasideias.com/

A Casa do Sal da Figueira da Foz participa no IV Festival Internacional de Sal | 17 a 20 de Julho | das 16 às 23 h




Dia 17
Exposição de pintura de Luis Athouguia
(até 19 de Julho) - Galeria da Antiga Capitania
Exposição de fotografia de Joaquim Félix e João Salgueiro
(até 26 de Julho) - Galeria dos Paços do Concelho
Organização: Secção de Fotografia do Clube dos Galitos
Das 16.00 às 23.00 horas
IV Feira Internacional de Sal
(até 20 de Julho) - Rossio
Festival Gastronómico Aveiro 250 Anos
(até 31 de Julho) - Restaurantes da cidade
Das 15.00 às 24.00 horas
Mostra de Artesanato de Verão
Rossio

18.30 horas
Apresentação da obra “História de Aveiro - sínteses e perspectivas”
Coordenação de Amaro Neves e Delfim Bismarck Ferreira, Edição da Câmara Municipal de Aveiro, 2009.
Edifício da Antiga Capitania

22.00 horas
Música tradicional brasileira pelo grupo Barlavento
Noites no Rossio

23.30 horas
Música pelo Grupo Andarilho
Praça do Peixe
Dia 18
9.00 horas
“II Triatlo de Aveiro”
Cais da Fonte Nova

Das 15.00 às 24.00 horas
Mostra de Artesanato de Verão
Rossio

14.30 horas
Regata dos Moliceiros
Partida: Torreira, Murtosa - Chegada: Antiga Lota, Aveiro – hora prevista 16.00 horas

14.45 horas
2º Raid Catamarãs “Ria de Aveiro”/ Troféu 250 anos Cidade de Aveiro
Partida: Torreira, Murtosa - Chegada: Antiga Lota, Aveiro - hora prevista 16.15 horas

16.00 horas
Encontro de Combos pela Oficina de Música de Aveiro
Rossio

21.00 horas
Desfile dos grupos participantes no Festival Internacional de Folclore “Danças do Mundo”
Praça da República, Ponte Praça e Rossio

21.30 horas
Festival Internacional de Folclore “Danças do Mundo”
Participação dos grupos: TOGO - Ensemble Nukunu Group, Polónia – Song And Dance Ensemble “Nowa Huta”, França – Group Kerlenn Pondi, Paraguai – Paraguay Ete “y” Paraguay Rory, Rússia- Russian Cossack Song And Dance “ Volnaya Steppe”, República Checa – Group Ayfas – Drahan.
Noites no Rossio

23.30 horas
Pé d’Água - Desfile da Moda”
Canal dos Botirões
Dia 19
9.00 horas
“II Triatlo de Aveiro”
Cais da Fonte Nova

Das 10.00 às 20.00 horas
Mostra de Artesanato de Verão
Rossio

10.00 horas
Concurso de painéis dos Barcos Moliceiros
Canal Central

11.00 horas
Corrida de bateiras
Canal Central

13.00 horas
2º Raid Catamarãs “Ria de Aveiro”/ Troféu 250 anos Cidade de Aveiro
Partida: Antiga Lota, Aveiro - Chegada: Torreira, Murtosa

14.00 horas
Regata de Moliceiros + Concurso de painéis – entrega de prémios
Rossio

15.30 horas
Espectáculo pela Escola de Etnografia da Casa do Povo de Cacia, Grupo Etnográfico e Cénico das Barrocas Cidade de Aveiro e Grupo Folclórico da Casa do Povo de Cacia
Rossio
Dia 20
Das 10.00 às 24.00 horas
Mostra de Artesanato de Verão
Rossio

22.00 horas
Concerto pelo Quinteto Bossa Jazz
Noites no Rossio

Dia 21
Das 10.00 às 24.00 horas
Mostra de Artesanato de Verão
Rossio

22.00 horas
Música tradicional pelo Grupo Chão Nosso
Noites no Rossio
Dia 22
Das 10.00 às 24.00 horas
Mostra de Artesanato de Verão
Rossio

22.00 horas
Música tradicional pelo Grupo “Toques do Caramulo”
Noites no Rossio
Dia 23
Das 10.00 às 24.00 horas
Mostra de Artesanato de Verão
Rossio

22.00 horas
Música tradicional pelo Grupo “Uxu Kalhus”
Noites no Rossio

23.30 horas
Noite de Fados
Praça do Peixe
Dia 24
Das 10.00 às 24.00 horas
Mostra de Artesanato de Verão
Rossio

Festival JOTA 2009 (até 26 de Julho)
São Jacinto
Organização: Secretariado Diocesano de Pastoral Juvenil e Vocacional de Aveiro

22.00 horas
Música tradicional pelo Grupo Amsterdam Klezmer Band - Holanda
Noites no Rossio
23.30 horas
Música pelo Grupo Roiz Peters Rock Band
Praça do Peixe
Dia 25
Das 10.00 às 24.00 horas
Mostra de Artesanato de Verão
Rossio

Comemorações Oficiais do Dia das Cidades Irmãs – Aveiro 250 Anos de elevação de Aveiro a Cidade

22.00 horas
Música tradicional pelo grupo Monte Lunai
Noites no Rossio

23.30 horas
Evento Cutty Sarck
Praça do Peixe

Dia 26
Das 10.00 às 23.00 horas
Mostra de Artesanato de Verão
Rossio

Festival de Folclore

15.30 horas
Desfile
Rua Dr. Alberto Souto, Avenida Dr. Lourenço Peixinho, Rossio
16.00 horas
Actuação dos grupos Rancho Folclórico Nossa Senhora da Nazaré, Grupo Folclórico de Esgueira, Grupo Folclórico “As Lavradeiras de Sarrazola”, GREFA – Grupo Recreativo Etnográfico e Folclórico de Aradas.
Rossio

22.00 horas
Concerto pelo Grupo Irmãos Catita
Noites no Rossio
Organização: Teatro Aveirense

O Molho de Brócolos recomeça as suas actividades extra-culinárias.

Antes de mais queremos anunciar que entrámos no combate à crise!

Assim, às 2ª's, 4ª's e 5ª's, teremos o prazer de vos servir o já conhecido e económico menu da hora do almoço, agora também à hora do jantar.

Aproveitamos para lançar, as actividades que iremos desenvolver, ou em que iremos participar, ao longo deste mês de Julho.

Aqui segue uma lista geral das actividades.

Iremos actualizar e desenvolver esta informação mais perto dos eventos e também na nossa página (ainda em construção) do MYSpace: http://www.myspace.com/molhodebrocolos



Dia 16 de Julho, 5ª Feira

Aconselhamento Filosófico: uma dimensão terapêutica no “amor pela sabedoria” - Debate com Dr. Filipe M. Menezes (Mestre em Filosofia Contemporânea, investigador da Unidade de Investigação e Desenvolvimento - LIF do Instituto de Estudos Filosóficos da Universidade de Coimbra), às 18:30 nas instalações do Molho de Brócolos;


Dia 18 de Julho, Sábado

Palestra sobre o Caos Urbanístico, com Dr. e Mestre Pedro Bingre, docente da Escola Superior Agrária de Coimbra, palestra e debate, pelas 16:30 nas instalações do Molho de Brócolos;


Dia 24 de Julho, 4ª Feira

A Reutilização e Reciclagem de materiais do dia-a-dia - workshop e mostra de ideias para reutilizar e reaproveitar materiais que no dia-a-dia deitamos fora. Nesta primeira edição será a equipe do Molho de Brócolos quem mostrará estas simples e inovadoras ideias. Pelas 18:00, nas instalações do Molho de Brócolos;


Dia 25 de Julho, Sábado

Introdução ao Feng-Shui - a Harmonização da energia pessoal com a energia do espaço onde se vive - Workshop ministrado por Drª. Maria Amélia Houart, pelas 16:30, nas instalações do Molho de Brócolos;


Dia 29 de Julho, 4ª Feira

Introdução à Agricultura e Alimentação Biológica, palestra e debate, pelas 18:30 com a Engª e Mestre Elsa Canavarro, docente da Escola Superior Agrária de Coimbra.

Aguarela da Tesha alusiva às Salineiras


Esta aguarela da Tesha foi aproveitada para a nova imagem
da Casa do Sal da Figueira da Foz.

Obrigada Tesha

Até 8 de Agosto a primeira edição do “Festival das Artes” em Coimbra


A cidade de Coimbra acolhe até 8 de Agosto a primeira edição do “Festival das Artes”, uma iniciativa inédita, promovida pela Fundação Inês de Castro, que inclui propostas de música, pintura e teatro, passando pela literatura, cinema e até pela astronomia.

Intitulado “Transfigurações da Noite”, o Festival pretende, de forma transversal e em torno de um tema genérico, propiciar a confluência dos olhares de diferentes formas estéticas e expressivas. Apesar de grande parte do festival decorrer na “Colina de Camões” - espaço galardoado em 2008 com o Prémio Nacional de Arquitectura Paisagística -, bem como em vários outros locais da Quinta das Lágrimas, haverá também eventos a decorrer no Teatro Académico de Gil Vicente e na Sala de São Pedro, na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra.

O evento conta com o apoio da Turismo de Coimbra, E.M..


Programa
18 de Julho| 16h00
Inauguração do Festival

18 de Julho| 17h00
Ciclo melómano (1)
"A Noite: um percurso musical"
Coro Regina Coeli de Lisboa
Daniel Godinho (piano)
Direcção de Paulo Lourenço
Local: Anfiteatro Colina de Camões da Quinta das Lágrimas

18 de Julho| 18h15
Ciclo gastronómico (1)
"Sabor & Arte"
José Bento dos Santos
Local: Sala Aqua do Hotel Quinta das Lágrimas Relais & Chateaux


18 de Julho| 19h30
Ciclo gastronómico (2)
Concepção de Albano Lourenço
Animação: música para harpa
Local: hotel Quinta das Lágrimas Relais & Chateaux

18 de Julho| 21h15
Ciclo melómano /2)
Mendelssohn: Sonho de uma noite de Verão
Orquestra de Câmara Portuguesa
Coro Coces Caelestes
Solistas: Ana Quintanas e Joana Seara
Melodramas por Beatriz Batarda
Cirecção de Pedro Carneiro
Local: Anfiteatro Colina de Camões da Quinta das Lágrimas

18 Julho| 22h30
ciclo astronómico (1)
Local: Anfiteatro Colina de Camões da Quinta das Lágrimas

19 Julho| 11h00
Ciclo turístico (1)
Mosteiro de Santa Clara-a-Velha

19 de Julho| 14h30
Ciclo cinéfilo (1)
Hans Jergen Syberberg
Die Nacht
Local: Sala Aqua do Hotel Quinta das Lágrimas Relais & Chateaux

19 de Julho| 22h00
Ciclo da Palavra (1)
"Uma noite na biblioteca"
de Jean-Christophe Bailly
Teatro da Rainha, encenação de Luís Varela
Sala São Pedro da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra

24 de Julho| 20h30
Ciclo “A noite e as artes” (1)
O espectador nocturno
Augusto M. Seabra
Moderação: Abílio Hernandez
Local: Teatro Académico Gil Vicente

24 de Julho| 22h15
Ciclo cinéfilo (2)
O espectador nocturno
Max Ophuls
La ronde
Local: Teatro Académico de Gil Vicente

25 de Julho | 11h00
Ciclo turístico (2)
Jardim Botânico

25 de Julho| 14h30
Ciclo cinéfilo (3)
O espectador nocturno
Charles Laughton
The night of the hunter
Teatro Académico de Gil Vicente

25 de Julho| 17h00
Ciclo “A noite e as artes” (2)
“A noite na música”
Rui Vieira Nery/Vanda de Sá
Moderação: Ilda Rodrigues
Sala Aqua do Hotel Quinta das Lágrimas Relais & Chateaux

25 de Julho| 19h30
Ciclo gastronómico (3)
Concepção de Miguel Castro Silva
Animação: Música para oboé e violoncelo
Local: Hotel Quinta das Lágrimas Relais & Chateaux

25 de Julho| 21h15
Ciclo melómano (3)
Obras de L. Couperin, Sainte-Colombee
Michel Lambert (”Leçons des Ténèbres”)
Ensemble Bella Maniera
Monique Zaneti (voz)
Sylvie Môquet (viola)
Dominique Serve (orgão)
Local: Anfiteatro Colina de Camões da Quinta das Lágrimas

25 de Julho| 22h30
Ciclo melómano (4)
Obras de Webern e Schönberg: Verklärte Nacht: “Noite Transfigurada”
Remix Ensemble
Local: Anfiteatro Colina de Camões da Quinta das Lágrimas

25 de Julho| 22h30
Ciclo da Palavra (2)
Palavras de B. Brecht, A. Giraud e R. Dehmel
Luis Miguel Cintra
Local: Anfiteatro Colina de Camões da Quinta das Lágrimas

26 de Julho| 11h00
Ciclo turístico (3)
Convento de Sta. Cruz - Centro de Música

26 de Julho| 14h30
Ciclo cinéfilo (4)
O espectador nocturno
Chantal Ackermann
Toute une nuit
Local: Teatro Académico de Gil Vicente

2 de Agosto| 17h00
Ciclo “A noite e as artes” (3)
Colóquio “A noite nas artes plásticas”
Ana Luísa Barão
Sara Antónia Matos
Miguel Amado
Local: Sala Aqua do Hotel Quinta das Lágrimas Relais & Chateaux

2 de Agosto| 19h30
Ciclo gastronómico (4)
Concepção de Joachim Korper
Animação: Música para flautas
Local: Hotel Quinta das Lágrimas Relais & Chateaux


2 de Agosto| 21h30
Ciclo astronómico (2)
“A herança artística de Galileu”
Jorge Calado
Local: Anfiteatro colina de Camões da Quinta das Lágrimas

2 de Agosto| 22h30
Ciclo melómano (5)
"Noites no Harlem"
Orquestra Jazz de Matosinhos
Local: Anfiteatro colina de Camões da Quinta das Lágrimas

8 de Agosto| 17h00
Ciclo “A noite e as artes” (4)
“A noite na literatura”
Narrativa: Maria Lúcia Lepecki
Poesia: José Carlos Seabra Pereira
Teatro: Paulo Eduardo Carvalho
Local: Sala Aqua do Hotel Quinta das Lágrimas Relais & Chateaux

8 de Agosto| 19h30
Ciclo gastronómico (5)
Concepção de Vitor Sobral
Animação: Música para Quarteto de Cordas
Local: Hotel Quinta das Lágrimas Relais & Chateaux

8 de Agosto| 21h15
Ciclo melómano (6)
Maurice Ravel: Miroirs
François Poulenc: 3 Nocturnes
Maurice Ravel: Le tombeau de Couperin
Alexandre Tharaud (piano)
Local: Anfiteatro Colina de Camões da Quinta das Lágrimas

8 de Agosto| 22h30
Ciclo da Palavra (3)
“Noite antiquíssima”
Poesia de Álvaro de Campos
André Gago (voz)
Nicholas McNair (piano)
Local: Anfiteatro Colina de Camões da Quinta das Lágrimas

8 de Agosto| 23h00
Ciclo melómano (7)
“Nocturnal”
Kris Davis (piano)

- Exposição Permanente
Hotel Quinta das Lágrimas Relais & Chateaux
“Noites Brancas”
Obras da colecção da Fundação PLMJ
Comissariado: Miguel Amado

- Visitas guiadas
Jardins da Quinta das Lágrimas

Preçário:
Bilhetes avulso
Noites de 25 de Julho, 2 de Agosto e 8 de Agosto
Eventos a partir das 21h00 - 15€ por noite
Idem+ciclo gastronómico - 60€ por noite

Ciclo cinéfilo: 5€ por sessão
Uma noite na biblioteca: 8€

A entrada para os restantes eventos será gratuita

Assinaturas:
Ciclo cinéfilo – 12€
Ciclo melómano+Ciclo cinéfilo+Ciclo astronómico – 50€
Idem+ Ciclo gastronómico – 190€

Bilhetes à venda na Quinta das Lágrimas, Fnac (Coimbra, Lisboa e Porto), Almedina e Ticketline

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