Massagem

Pedes para me virar de costas,
E Tu és a amazona, eu o teu corcel
Começas, como gostas
Delicada, debaixo do pescoço
Tuas mãos, pequeninas,
Reduzem minha idade, sou moço
São duas meninas
Que passeiam em cima de mim
E com uma força inusitada
Percorrem meus ombros, assim:

Desfaço os nós, os novelos
Da tensão”
Com voz, doce, mimada
Sussurras, em meu ouvido,
Por momentos, deitada
Sobre o corcel… derretido

E continuas, mais abaixo
Sem medo, com tal coragem
Que eu acho
Que é um anjo que faz massagem

Somos, então, um ser alado
Tu as asas eu o corpo
Até que me viro, mas sempre deitado
Sinto o desejo, há pouco morto
Voltar, de novo, ali:
Obrigando-me a pedir.
Deixa-me entrar em TI!!!!

Rosebud

Abretura de Loja coisa do Vizinho



Grupo para quem quer saber mais sobre como abrir uma loja Coisas do Vizinho

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Saber ler nas fotos

Saber ler nas fotos
A alma dos fotografados
É próprio de Deus, dos seus devotos
Ou,
Dos que Nele não acreditam, ´
Mas, pelo menos meditam
No significante e seus significados

É refazer o tempo, e regressar
Ás circunstâncias, ou lugares
Conhecidos ou não
Interpretando rostos, olhares
Posturas, sorrisos, esgares,
Fomas de vestir e trajar,
O imperceptivel gesto
E tudo o resto…
Que às vezes nos faz ouvir,
Os sons que o silêncio da foto
Não deixa de revelar.

Outras vezes até parece
Que a foto que foi tirada
Não é só p'ra quem se conhece
Mas sim p'ra ficar gravada,
A tal postura e expressão
Que um dia há-de ser vista
Por quem não se conhecia, então.

E que nessa foto descobre
Por encanto e por magia
O que há de mais puro e nobre
Na alma da fotografia.

Rosebude

Legenda: 
Na da esquerda os meus Pais no 1º ano de casados (1950) na 2ª, eu, sentado em cima, aponto “um caminho qualquer” ao meu Irmão - As minhas irmãs, gémeas, sentam-se em baixo. Os outros dois, tb irmãos, são amigos de infância…..

Mão de Mulher

Há mãos para tudo e mãos para nada
Há mãos de Homem e de Mulher
Mas a mão masculina,
Não é p’ra aqui chamada!

Mão da Mulher é a Mão de Mãe
Mão firme, carinhosa
Mão doce, feminina
E mesmo na Mãe idosa
Mão de Mãe é Mão de menina.

Mão de mulher é Mão de namoro
Mão de ternura, Mão de desejo
Entre a luxúria e o decoro
É Mão do medo do primeiro beijo

Mão de mulher é mão de Amor
Mão da carícia, sexo na Mão
Esquerda ou direita, a Mão que for
Mão de Mulher é Mãe da paixão

Depois há a Mão companheira, amiga
Mão solidária, sempre presente
A Mão que cumprimenta, na forma antiga
Mão que a Mão do outro sente

Por último, a mão sabida, gostosa
Mão massagem, terapia de certeza
Mão suave, muito cremosa
Levito em tua Mão, Maria Teresa.

Rosebud

Soneto erótico - marítimo

Quero, Amor, meu leme em  tuas águas
Navegar teu corpo, á vela nos teus Beijos
Quero afogar as tuas e minhas mágoas
Beber o Mar em tua boca, saciar nossos desejos

Quero-te como a ninguém, quero-te tanto
Ser teu bote, tua nau, a Caravela
A que cruza este mar, o meu encanto,
Te erguendo em meu mastro, Sereia bela

Quero amar-te assim também em Terra
Firme, sob o manto do Firmamento
Dentro de ti minha âncora bem no fundo,

Quero todo sal que o mar encerra
As ondas do teu corpo e aquele momento
Em que nosso êxtase é maior do qu'este Mundo


Rosebud

Pita com rúcula e porco


 Ingredientes:
 Pita

 



 Carne de porco


Batata Palha Frita e Rúcula






Molho

Como fazer?

1º Numa frigideira antiaderente coloque um bom fio de Azeite com Sal Picante para Grelhados. Adicione a carne de lombo de porco cortadas às tiras finas. Deixe cozinhar. Vá despejando o molho que a carne vai libertando. Quando a carne estiver dourada, está pronta.

2º Como fazer o molho?
  • Bata iogurtes magros, maionese e molho de alho
3º Coloque a pita numa tostadeira. Quando amolecer, abra-a, deite o molho no fundo, depois sucessivamente carne, rúcula, molho, batatas e por fim, de novo molho.

É assim,
muito simples!

Curso de Salinicultura EFA B3, uma parceria entre a Cooperativa Terra Chã e AASAC | Programa Iniciativa RTP 2

Clique aqui  para aceder ao Programa Iniciativa, Curso de Salinicultura EFA B3, uma parceria entre a Cooperativa Terra Chã e AASAC - Associação de Artesãos das Serras D'Aire e Candeeiros

A informação sobre o Curso de Salinicultura começa ao minuto 18.

Blogue dos formandos do Curso: clique

Mais fotografias do Curso

Curso Salinicultura Rio Maior

Como aproveitar as sobras do Natal? - açorda de bacalhauaçorda de bacalhau


Muito simples!
Podem ser sobras do bacalhau, peru, polvo outro qualquer ingrediente.

Como fazer?

1º Numa frigideira antiaderente coloque um bom fio de azeite e uma cabeça de alho com os dentes bem picados. Deixe aquecer, sem queimar.

2º Junte o bacalhau, polvo, peru, ou outro ingrediente desfiado ou cortado, no caso do polvo,  na  aquecer. Tempere com o Sal Picante para Grelhados da Casa do sal da Figueira da Foz.

3º Aproveite pão ou broa que tenha sobrado, corte em pedacitos, junte na frigideira e vá acrescentando água a ferver, à medida que o pão vá pedindo.

Está pronto !

Se quiser,  descaroce Azeitonas Casa do Sal e remate o prato,

Açorda de bacalhau

A história das redes sociais - Video

Os benefícios da cenoura para a saúde

Diz a sabedoria popular que comer cenoura faz os olhos bonitos. Mas as suas virtudes terapêuticas não se ficam por aqui, ajudando também a combater a anemia, doenças da pele e problemas hepáticos.
 
Verdadeiro cocktail de saúde, a cenoura é um dos vegetais mais consumidos mundialmente, mas os seus primórdios não reúnem o consenso de todos os autores. Alguns acreditam que é originária da Gália, enquanto que outros defendem que provém da Ásia Menor, onde crescia em estado selvagem há mais de três mil anos. Inquestionáveis são suas as propriedades terapêuticas, úteis para inúmeros problemas de saúde. Pode também consultar um dos nossos artigos anteriores com os benefícios da melancia.

Qualidades alimentares e virtudes terapêuticas

- A cenoura contém vitaminas A,B e C, uma provitamina A (betacaroteno) antioxidante, além de açucares simples (levulose e dextrose) directamente assimiláveis. Apresenta também 7% de ferro, uma dose activa de cobre, sódio, cálcio, fósforo, bromo, iodo, zinco e manganês.

- É laxativa e diurética. Regulariza o trânsito intestinal, cicatrizando e desinfectando a mucosa intestinal e estomacal.

- Favorece a taxa de colesterol. Contém docraína, um vasodilatador coronário.

- Intervém no bom estado da pele e das mucosas.

- É tónica, remineralizante, favorece a hemoglobina (transportador do oxigénio) e contribui para o equilíbrio ácido-básico.

- Em uso externo é cicatrizante.

- A semente da cenoura é carminativa, estimulante, aperitiva e diurética.

Estados e problemas de saúde que pode beneficiar

-Anemia, astenia e problemas de crescimento e de convalescença.

-Problemas hepáticos: com a alcachofra, constitui o remédio por excelência para o fígado e para os temperamentos biliosos, utilizando-se para combater a icterícia.

-Irritação gastro-hepática e excesso de acidez no estômago.

- Catarro nasal, sinusite e tosse.

- Sarampo e varicela.- Eczemas, sardas e acne.

- Deficiência da visão crepuscular e das cores, graças à sua forte concentração em provitaminas A e B9 caratenóides.

- Fotofobia (hipersensabilidade à luz e hemeralopia).

Modo de consumo e utilização

-Em sumo: contra queimaduras, amigdalites infantis e pólipos, gota, reumatismo, artrite, tuberculose pulmonar e lombrigas (também em puré ou ralada).

-Polpa: aplicação para aliviar queimaduras, úlceras, eczemas e hemorragias, bem como para facilitar a cicatrização nas ulcerações.

-Sementes: a infusão de sementes de cenoura é estimulante, diurética e apetitiva.

-Rama esmagada: aplicação sobre as úlceras e feridas purulentas.

-Banhos: contra as frieiras e o cieiro.Conservação

- No frigorífico, dentro de um saco perfurado, a fim de evitar a condensação que as faz apodrecer. Não as colocar junto a legumes ou frutos que libertem muito gás etileno (pêra, maçã, batata), porque amadurecem prematuramente, diminuindo a conservação e tornando-a amarga.

-Fora do frigorífico, devem ser colocadas num local à sombra, fresco, húmido (95% de humidade) e ventilado.

- As cenouras conservam-se bem dentro de areia fina (até cinco meses)

Sabia que?

Os betacarotenos da cenoura são transformados em vitamina A, um dos componentes visuais responsáveis pela recepção de luz nos olhos

História do Pao de Ló de Ovar



Não se conhecem as razões do surgimento dessa iguaria em Ovar, apenas que tem origem conventual, especulando-se que alguma freira Vareira tenha divulgado a receita a algum familiar ou amigo residente em Ovar. Recorde-se que as comunidades monásticas, nomeadamente as femininas em Portugal, eram integradas por professas oriundas das melhores famílias do Reino, e que estas ocupavam o seu tempo conferindo originalidade e requinte no preparo de doçaria exótica destinada aos seus convidados ilustres.

Sabe-se, entretanto, que a confecção do pão de ló de Ovar é anterior ao século XVIII, sendo referido na obra "Os Passos", do padre Manoel de Oliveira Lírio: "Em 1781, são obsequiados com Pães de Ló de Ovar os Padres que levaram o andor na procissão dos Passos."

A iguaria encontra-se ainda referida na obra de Marques Gomes, no trecho relativo à então vila de Ovar: "Na confeitaria tornam-se notáveis o pão de ló e os ovos moles, rivais dos de Aveiro" ("Aveiro e seu Distrito", 1877. p. 290).

No século XIX a iguaria era confeccionada, com uma ou outra variação, por várias das famílias de Ovar, destacando-se a Arrota, a Virgílio, a Guedes e a Presódias.

Luiz de Oliveira Gomes, da família Arrota, criou o hábito de, nas quadras festivas do Natal e da Páscoa, presentar aos seus clientes e amigos com pães de ló de Ovar, que eram transportados em canastras próprias, cobertas com lona, dando origem a que, o fabrico da iguaria conhecesse incremento no segundo quartel do século XIX. Esse fabrico teve continuidade na pessoa de sua cunhada, Rosa de Oliveira Duarte e depois de seus filhos.

O fabrico, até ao final daquele século, era artesanal: a massa era batida à mão durante duas horas em alguidares de barro vermelho com uma pá de madeira, e cozido, em formas também de barro forradas com papel de linho branco, em fornos de lenha aquecidos com pinhas ou ramos secos. Para testar a temperatura do forno, era utilizada uma vara comprida, levando na extremidade uma tira de papel de linho branco, devendo permanecer no interior do forno durante o tempo de orar um pai-nosso, ocasião em que se invocava uma boa cozedura. Uma forma de tamanho médio consumia um arrátel de açúcar. Era tradição ainda que as pessoas da vila fornecessem ovos, açúcar e farinha de trigo, levando para si as claras restantes e pagando o chamado "feitio de fabrico". Para o transporte dos pães de ló, eram utilizados cestos ou tabuleiros utilizados exclusivamente para esse fim, guarnecidos por panos de linho bordados



http://www.oportunetempore.com/page.php?2

Cogumelos: se tem dúvidas não apanhe

 
 
Com a chegada do frio e das primeiras chuvas, começa a apanha de cogumelos. Quem os colhe, afirma conhecê-los bem, mas todos os anos morrem, em Portugal, cerca de trinta pessoas.

Calcula-se que, no nosso país, existam perto de cinco mil espécies de cogumelos. Desses, três mil são semelhantes a espécies venenosas, mas apenas 10% o são verdadeiramente.

A probabilidade de os encontrar é grande. A espécie mais frequente é o amanita phaloïdes, conhecido como “chapéu da morte” e corresponde ao inimigo número 1 dos seres humanos.

Pode ser confundido com o tricholoma equestre, vulgarmente denominado de míscaro, e está na origem da maior parte das intoxicações mortais que ocorrem. “Em Portugal, os envenenamentos são cíclicos”, refere Jorge Estrela, especialista em micologia.

Não há truques ou segredos para a colheita, apenas conhecer cientificamente bem a espécie, revela.

“O amanita phaloïdes e o míscaro são muito diferentes, mas quem é descuidado, facilmente apanha um no lugar de outro”, explica o especialista.

As diferenças entre as duas espécies são visíveis a olho nu: os míscaros são compostos por um topo esverdeado, com lâminas de cor amarelo limão, não possuem volva e existem com maior abundância em pinhais.

Já o amanita phaloïdes tem chapéu convexo, lâminas de cor branca, tal como a volva, e um pé cilíndrico.

Predominam em azinhais e sobreirais. Vinte gramas deste cogumelo são suficientes para provocar a morte de um ser humano. No espaço de 24 horas, após a ingestão, provoca necrose no fígado, o que, na maioria dos casos, é mortal.

Mas não se pense que apenas esta espécie é fatal. “Se consumir míscaros, durante uma semana, a todas as refeições, também pode morrer. Comido em excesso, é mortal”, diz Jorge Estrela.

A dose letal deste alimento equivale ao consumo de muitos quilos. O mesmo se passa com as favas, o chícharo ou o feijão encarnado. “São verdadeiros laboratórios de química”, quando consumidos em excesso, explica.

E há regras a seguir? Sim. Deve conhecer bem a espécie que apanha. Em caso de dúvida, é preferível deixar o cogumelo no local e continuar a colheita mais à frente.

Cada cogumelo tem a sua utilidade ecológica e pode servir de alimento a outros animais ou mesmo a outros cogumelos. Não vale a pena destruí-los ou levar para escolher em casa.

O contacto e a mistura de espécies podem revelar-se um risco para a saúde. De igual forma, também não é aconselhável colher cogumelos em áreas industriais, bermas da estrada ou zonas contaminadas.

Outra das recomendações dos especialistas é reservar sempre uma amostra dos cogumelos frescos que vai cozinhar.

Em caso de intoxicação, pode ajudar os médicos a perceber qual a espécie tóxica que ingeriu, fazendo um diagnóstico e um tratamento adequado.

Não há truques

Colher de prata ou alho
Qualquer das escolhas é má. Não existe nenhum “truque d’avó” infalível para garantir que os cogumelos que recolheu são comestíveis e não venenosos. Esqueça a colher de prata dentro do tacho ou mesmo o dente de alho, pois qualquer alimento em decomposição vai oxidar estes elementos. A única forma de saber se são bons é conhecê-los muito bem.

Cesto de vime
A colheita deve ser depositada num cesto de vime, que permita o arejamento e a disseminação dos esporos libertos pelas espécies. O uso de latas, baldes ou sacos de plástico é totalmente desaconselhado.

Socorro
Se se aperceber de algo anormal, depois de ter ingerido cogumelos, deve dirigir-se imediatamente a uma unidade de saúde. Contacte a Linha  de Saúde 24 (808 24 24 24) ou o Centro de Informação Anti-Venenos (217 950 143).

Acidentes
Em 2009, ocorreram três acidentes mortais na região. Rui Fernandes, residente nos Marrazes, não resistiu à intoxicação causada pelos cogumelos venenosos. Em S. Simão de Litém, Pombal, faleceram tia e sobrinha.

10 dicas para quem tem problemas em dormir bem


 


O dia a dia agitado e estressante, com muitas informações e problemas para solucionar, acaba comprometendo as noites de sono de muita gente. A ansiedade e os maus hábitos noturnos também podem levar à insonia, mal que já atinge cerca de um terço da população mundial segundo Sandra Rosenfeld, escritora do livro Durma Bem e Acorde para a Vida, da editora Nova Era do Grupo Record. "A insônia não é uma doença, mas sim um sintoma de que há algo de errado acontecendo conosco, que pode ser emocional, psicológico, clínico ou até ambiental, e que está interferindo nas nossas noites de sono", diz Sandra.

Aquietar a mente é essencial para relaxar, mas muitos insones não sabem como conseguir isso. "A meditação é uma poderosa ferramenta para alcançar esse objetivo. Existem várias formas e técnicas de meditação que ajudam a relaxar, aquietar a mente e faciltar o nosso sono", diz Sandra, que dá 10 dicas de meditação e hábitos noturnos para se ter uma boa e recuperadora noite de sono:

1) Deite, feche os olhos e desvie a atenção dos pensamentos para a sua respiração e para os seus batimentos cardíacos. Perceba como estão suas emoções, como está seu corpo, se há algum ponto de tensão e relaxe, dimuindo o ritmo da respiração até que fique bem lento. Toda vez que o pensamento vier, mude o foco para a respiração.

2) Deite, feche os olhos, inspire lenta e profundamente pelo nariz e expire também profunda e lentamente pela boca. Durante cada respiração, acompanhe o ar entrando pelas narinas, saindo pela boca e o trajeto que ele faz pelo seu corpo. Repita a inspiração e a expiração sempre lenta e profundamente várias vezes.

3) Deitado e de olhos fechados, faça três respirações completas e profundas, inpirando e expirando lentamente pelo nariz. Depois, respire normalmente, observando, soltando e relaxando cada parte do seu corpo. Inicie pelo couro cabeludo, passando pela face, pescoço, nuca, ombros, braços - um de cada vez - músculos das costas e coluna, parte frontal do corpo, quadris, pernas - uma de cada vez - até chegar à pontinha dos dedos dos pés. Finalize fazendo novamente as três respirações, da forma como iniciou.

4) Tome um copo de leite morno antes de dormir. Não é lenda, o leite possui o aminoácido triptofano que ralaxa os músculos e induz ao sono.

5) Faça uma caminhada leve ou exercícios leves poucas horas antes de dormir.

6) Mantenha a temperatura do quarto agradável, evite claridade e observe se o colchão e travesseiros estão em bom estado.

7) Tome um banho morno, escove os dentes e vista um pijama. São hábitos que nos condicionam para dormir.

8) Opte por refeições leves antes de dormir, evitando carne vermelha, frituras e gorduras.

9) Evite cafeína, bebidas alcoólicas e fumo de quatro a seis horas antes de dormir por serem estimulantes.

10) Pense nos problemas, soluções e afazeres até duas horas antes de dormir. Depois, se entretenha apenas com o que possa acalmar e relaxar.

Fonte: http://saude.terra.com.br/noticias/0,,OI4811830-EI16557,00-Confira+dicas+para+se+ter+uma+boa+noite+de+sono.html

Casal Feliz vive na margem do rio Sôrdo

Andre Rieu - Als flotter Geist 2005

CISE-Centro de Interpretação da Serra da Estrela, Seia

Oficina de Dança Natural no Mercadinho do Botânico

 
Na próxima Sexta-feira, dia 24, entre as 10 e 30 e as 12 horas, véspera de Natal, realiza-se no Mercadinho do Botânico, no Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, uma oficina de Dança Natural. Numa curta introdução a Dança Natural não é um tipo ou estilo específico de dança que foi criado ou inventado numa determinada época na história humana, a qual reflecte a cultura, a mentalidade e o espírito destes tempos, mas sim um projecto de dança "fora e dentro" do nosso tempo, que reflecte, além do aspecto contemporâneo, o aspecto interminável/intemporal da dança. Por isso mesmo, o objectivo deste projecto é descobrir e explorar a dança dentro de nós próprios. Beatrix Stephanie Gutbub é a anfitriã desta oficina. Influenciada e marcada pela vida passada na Natureza e pela prática de Yoga e meditação, a Dança Natural oferece um conjunto de benefícios ao nível da liberdade de criação de movimentos, facilitando simultaneamente o acesso ao mundo da dança, podendo ser uma alternativa à Dança Clássica e ao mesmo tempo uma fusão de todas as danças, que reflectem minimamente uma ligação com a Dança dentro de nós. As inscrições estão abertas e podem ser feitas para o endereço de correio electrónico altodatrigueira@gmail.com , bastando colocar no assunto Incrição Dança Natural e indicar o nome, idade e contacto telefónico. A participação na oficina é gratuita.
Mercadinho do Botânico


Hoje, Sábado, a Casa do Sal da Figueira da Foz, vai estar no Programa das Festas, na RTP 1, a partir das 18,30h nos Presépios de Penela.

Festas, Feiras e Romarias para todos!
PROGRAMA DAS FESTAS dá a conhecer as Festas, Feiras e Romarias espalhadas pelo país. As festas religiosas, as gastronómicas, as seculares, as medievais, das colheitas, de cariz económico e cultural. Festas, Feiras e Romarias para todos, em directo! Vamos desvendar e divulgar os saberes tradicionais, a gastronomia, a etnografia, o passado, mas também a modernidade das regiões portuguesas. Uma tarde de conversas e reportagens sobre as tradições, a cultura e a economia local – em torno das histórias e do povo que somos.

http://tv1.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=25718&e_id=9&c_id=1&dif=tv&h...

JUNO - "All I Want Is You" Video

Companhia das Abóboras

cantiga da minha preguiça - pedro e diana

Capão à Freamunde - V Semana Gastronómica

De 01-12-2010 a 13-11-2010 Paços de Ferreira - Outros Eventos
De 01 a 13 de Dezembro decorre em Freamunde, no concelho de Paços de Ferreira, a V Semana Gastronómica do Capão de Freamunde. Venha deliciar-se com esta iguaria regional que encanta apreciadores e inspirou escritores!
A quinta edição da Semana do Capão conquistou mais restaurantes aderentes relativamente ao ano passado e apresenta este ano algumas novidades gastronómicas confeccionadas com Capão, associando ao menu produtos típicos da região, como a broa do Vale do Sousa, o Vinho Verde e doçaria tradicional do concelho de Paços de Ferreira.

Durante este período, oito restaurantes do concelho vão disponibilizar no seu menu diário, ao almoço e ao jantar, o prato de Capão à Freamunde, desafio lançado aos restaurantes, nos últimos 5 anos, pela Autarquia e pela Junta de Freguesia de Freamunde, juntamente com a Associação de Jovens Ao Futuro e a Associação de Criadores de Capão de Freamunde.

Um dos pontos altos desta edição da Semana Gastronómica acontecerá no dia 12 de Dezembro, domingo, com o 19.º Concurso Gastronómico “Capão à Freamunde”, que consiste num Jantar de Gala na Quinta da Vista Alegre, em Freamunde, durante o qual é atribuído o prémio ao restaurante que melhor confecciona o Capão.

Este é mais um momento alto para a promoção deste prato que encanta apreciadores e cujo produto se encontra em processo de certificação como Indicação Geográfica Protegida.

Excelente assado, com ou sem recheio, colecciona apreciadores de prestígio. Camilo Castelo Branco aconselhava-o ligeiramente flambado com aguardente velha e conduzido à mesa com a pele estaladiça. A iguaria mereceu ainda referência em obras de Gil Vicente, Eça de Queirós e D. Francisco Manuel de Melo.

O valor de cada entrada será de 30 euros e os ingressos encontram-se à venda, entre os dias 01 e 12 de Dezembro, no Centro de Informação Turística de Paços de Ferreira, que funciona no Museu Municipal e na Junta de Freguesia de Freamunde.

O dia 13 é, por excelência, o dia da compra e venda do capão vivo. Nesta data, em que se celebra o dia de Santa Luzia, milhares de pessoas deslocam-se a Freamunde para a Feira dos Capões, que decorre no centro da cidade. 


Restaurantes aderentes

A Nossa Pensão

Avenida 1.º de Dezembro, n.º 437
Paços de Ferreira
Telefone: 255 962 548

A PresaRua Além do Rio, 15
Freamunde
Telefone: 255 870 872

Casa de CampoRua de São Tiago, 148
Figueiró
Telefone: 255 879 641

Citânia
Avenida Dona Sílvia Cardoso, 164 r/c
Paços de Ferreira
Telefone: 255 963 050

O GustoRua Martinho Caetano
Freamunde
Telefone: 255870166

O Tarasco
Avenida da Liberdade - Rocha, 62
Paços de Ferreira
Telefone: 255 881 793

Parrilhada
Rua da Plaina
Freamunde
Telefone: 255 879 317

Tasquinha D’Aldeia Melo
Travessa Central de Bairros, 8
Lamoso
Telefone: 255 866 453




O Presépio de Penala


O presépio de Penela está de regresso. Este ano apresenta algumas novidades e muitas surpresas. A partir de amanhã (3) e até 2 janeiro, Penela apresenta, pelo quarto ano consecutivo, um presépio gigante, que a transforma em “Vila Presépio”. Da autoria de Jaime Roxo, com 500 metros quadrados e mais de uma centena de figuras animadas, o presépio que estará aberto ao público, no castelo, até 2 janeiro.

Durante este período, e com uma programação especialmente concebida para todas as faixas etárias, Penela espera receber mais de 100 mil visitantes, que poderão ainda percorrer um roteiro de presépios, dos mais tradicionais aos mais alternativos, com destaque para o grandioso presépio do Espinhal, com cerca de 130 metros quadrados.

Fonte: http://www.asbeiras.pt/2010/12/penela-transformada-em-presepio/

A Granja da Bicharada, a Disco Kids Natal, Ateliers Infantis e Cinema são algumas, entre outras, das múltiplas atividades destinadas a proporcionar muita animação e alegria, especialmente aos mais novos. A surpreender os visitantes lá estará, ainda, o Mercadinho de Natal, com variada oferta de artesanato local e produtos típicos da região, todos eles provenientes de uma agricultura tradicional, familiar e biológica.

Tipos de cogumelos

Receitas tradicionais de Moçambique

Livro de receitas tradicionais de moçambique online: http://www.scribd.com/doc/14841727/Receitas-de-Mocambique

Receitas de Mocambique                                                                                                                                   

Lojas online para prendas diferentes este Natal

Lista com alguma loja online onde pode encomendar produtos diferentes para as prendas deste natal:


www.feitoria.com.pt

www.portugalheart.pt

loja.cantinhodasaromaticas.pt/loja

panopramantas.ninhodasideias.com

www.centrovegetariano.org/loja

www.casadosal.pt

Como plantar batatas em casa na sua varanda



Ver como: fazer uma horta na varanda

Os benefícios dos frutos secos para a saúde

Enchem o organismo de ácidos gordos insaturados, o que significa que são boas fontes de energia. Mas incluí-los na alimentação não implica necessariamente um aumento exorbitante de calorias, como pode pensar.

Um estudo revelou que incluir nozes na alimentação diária tem efeitos antioxidantes, o que veio reforçar a ideia de que os frutos secos podem reduzir até 50% o risco cardiovascular.

Outras investigações concluíram que ingerir 25 amêndoas por dia, durante um mês, pode elevar os níveis de colesterol bom (HDL) em cerca de 4% e diminuir significativamente o mau (LDL).

Ricos em proteínas, fibras, minerais como o ferro, o cálcio, o zinco, o cobre, o fósforo, o potássio e o selénio, vitaminas como a E, a B1 (tiamina), a B2 (riboflavina) e a B6 (piridoxina), não engordam demais. Para isso, basta guiar-se por estas equivalências para manter as calorias sob controlo. Pode consultar também os benefícios da cenoura.

Equivalências alimentares*

  • 100 ml iogurte açucarado batido com fruta (95 calorias) equivale a...12 amendoins
  • 100 g pão de milho (185 calorias) equivale a... 27 amêndoas
  • 100 ml vinho da Madeira (154 calorias) equivale a... 6 nozes
  • 100 g arroz cozido simples (127 calorias) equivale a... 14 cajus

*Fonte: Tabela da Composição de Alimentos, Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.
A responsabilidade editorial desta informação é da revista

O que é a Terraplanta da Ti Preciosa, em Penacova?

A Ti Preciosa, Maria Preciosa Dias Oliveira, tem uma exploração de  agricultura biológica de ervas aromáticas, condimentares e medicinais,  em Casal da Santo Amaro, Penacova.
Os Sais da Casa do Sal da Figueira da Foz têm como ingredientes as plantas da Ti Preciosa.

MANIFesta Jovem de Lanheses “Economias social e solidária são plataformas desafiadoras para o empreendedorismo inclusivo e social dos jovens portugueses”

A MANIFEsta – Assembleia, Feira e Festa do Desenvolvimento Local teve a sua primeira edição há 15 anos, em Portugal, tendo sido organizada pela Animar - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local e por parceiros locais.
Passados estes anos, surgiu a necessidade de reformular e reajustar a MANIFesta, colocando-a em sintonia com as mudanças económicas e sociais dos nossos tempos e com as tarefas da afirmação da economia social e solidária e do desenvolvimento local.
Surgiu assim, a ideia da MANIFesta’10 – descentralizada e repartida por quatro momentos e temas. Foi Viana do Castelo que acolheu o primeiro momento desta Assembleia, Feira e Festa do Desenvolvimento Local. O Empreendedorismo Jovem e Economia Social” foi o tema que abrigou a MANIFesta Jovem, que decorreu na Escola EB 2,3/S, sede do Agrupamento de Arga e Lima, em Lanheses, nos dias 30 e 31 de Outubro. Esta iniciativa foi promovida pela Animar, ao abrigo do acordo de cooperação IEFP/ANIMAR, tendo assumido a Associação Juvenil de Deão – AJD o papel de dinamizadora local, contando com a colaboração de um conjunto de entidades parceiras (ADLML, Federação das Associações Juvenis do Distrito de Viana do Castelo, Câmara Municipal de Viana do Castelo, Federação Nacional das Associações Juvenis, Agrupamento de Escolas de Arga e Lima, Junta de Freguesia de Deão, Instituto Português da Juventude).
Perante as exigências de mercado e a incapacidade do Estado de impulsionar o emprego juvenil, cresceram as situações de desemprego, precariedade e de flexibilidade descontrolada. A MANIFesta Jovem foi um momento privilegiado de discussão de diversas inquietações que invadem o quotidiano juvenil. Nesta iniciativa, destacamos o papel dinâmico, responsável e solidário da Juventude, percebendo a importância da participação e decisão sobre o devir colectivo. Expomos, também, o associativismo juvenil de base local como um agente importante na inclusão social
e na promoção da iniciativa e capacidade empreendedora da juventude, sendo um local onde se reúnem com o intuito de procurar respostas para os seus problemas.

Reunimos em Lanheses, nesta MANIFesta Jovem, com três aspirações centrais:
1- Promover a participação de jovens e do movimento associativo numa discussão e reflexão alargada sobre as realidades e as principais problemáticas da população juvenil e da sua importância como actor estratégico de desenvolvimento do local;
2- Conhecer e dar a conhecer a rede ANIMAR Juvenil – inventariando as práticas e dinâmicas juvenis da rede no âmbito do empreendedorismo social e outras que contribuam para o processo;
3- Dinamizar contactos e iniciativas conjuntas que contribuam para a organização de uma rede juvenil de empreendedorismo social e desenvolvimento local num processo de animação territorial.
Apesar das mudanças que a nossa sociedade atravessa e face ao cenário que envolve a Juventude nos dias de hoje, esta assume um papel decisivo e activo na construção do seu futuro. Ouvimos frequentemente que uma das características da Juventude é o seu fraco envolvimento em lógicas de participação convencionais. Todavia, constatamos, em espaços de intervenção como a MANIFesta Jovem, que este facto é acompanhado por uma procura de novos espaços de acção política externos aos institucionalmente propostos.
Neste sentido, nos diversos painéis que sustentaram a MANIFesta Jovem (Painel 1 – Economia Social e Solidária: sua importância na sociedade actual; Painel 2 – Empreendedorismo Jovem Inclusivo: forma de combate ao desemprego; Painel 3 – Que possibilidades de financiamento existem para o empreendedorismo jovem?), juntamente com a equipa que os moderou e animou, os/as participantes:
- Constataram que os projectos da economia social e solidária podem desafiar pessoas e grupos para novos tipos de intervenções sócio-económicas;
- Constataram que a economia social é importante para criar, partilhar e desenvolver novas visões do mundo;
- Constataram que existe a inclusão de novos agentes, muitos dos quais provenientes de meios excluídos, na economia social;
- Referiram que Portugal é o único país da U.E. que não implementou a legislação específica do comércio justo;
- Questionaram-se sobre o facto de no comércio justo não existir nenhum(a) cliente da economia social;
- Lançaram um conjunto de desafios, nomeadamente, motivar as pessoas a consumirem produtos locais, desafiar as organizações a consumirem produtos locais/produtos com qualidade, promover economias de proximidade (conhecer os serviços que cada organização da economia social pode oferecer), promover circuitos-custos, promover uma mudança no que diz respeito aos padrões de consumo;
- Mencionaram que cada vez mais vamos caminhar para uma economia focalizada na solidariedade, criando riqueza e completando a estrutura económica da sociedade actual;
- Evocaram que o empreendedorismo é criatividade, inovação, procura, ideia, projecto, solução de problemas, oportunidades, acção, pro-actividade, saber lidar com a liderança, aventura, cultura de exigência;
- Mencionaram que para ser empreendedor(a) é necessário arriscar;
- Mencionaram que uma pessoa empreendedora tem que se auto-regular, tem que se impor, esforçar-se para ser cumpridor;
- Referiram que ter uma empresa é movimento, dedicação e esforço;
- Constataram que a pessoa empreendedora deixa de ser autómata e passa a ser autónoma;
- Consideraram que é difícil a pro-actividade exigida à pessoa empreendedora;
- Consideraram que “paixão” e empreendedorismo são dois conceitos que funcionam em uníssono no empreendedorismo;
- Assumem que as pessoas devem potenciar as suas “paixões” e não ficarem acomodadas;
- Verificaram que existe uma relação entre empreendedorismo e emprego: ao criar um negócio cria-se emprego e existe uma oportunidade para experimentar o mundo do trabalho;
- Constataram que a tradição familiar é importante no empreendedorismo;
- Referiram que para o empreededorismo é necessário trabalhar em rede;
- Pretendem que a genuína ideia do empreendedorismo prevaleça, deixando de associar ao empreendedorismo a procura de financiamento. Contudo, mencionaram que muitas vezes os apoios podem servir para ver a viabilidade dos projectos;
- Mencionaram que os apoios ao empreendedorismo que existem não são eficazes, obrigando na maioria das vezes a contrair dívidas;
- Propõem à futura pessoa empreendedora realizar uma avaliação do risco, ou seja, saber o que o mercado necessita.
Concluindo, será de todo relevante salientar que o âmago conclusivo da MANIFesta Jovem foi que a inter/intra-relação e ajuda na conjuntura actual é a chave para o sucesso. Seja dentro do âmbito empresarial ou das organizações da economia social, a partilha de competências e ferramentas poderá combater os problemas sócio-económicos que vivemos na actualidade e torna-se possível a concretização de objectivos sem a espera de ajudas económicas ou de
melhores conjunturas para “dar o passo”. Coloca-se a mítica alocução de John F. Kennedy: “Não perguntes o que o teu país pode fazer por ti, pergunta o que podes fazer pelo teu país”.
Sendo a necessidade actual o virar para o outro e perceber as suas competências, podendo dessa base interligar ou unir forças para que se possa dessa forma ser, como se referiu anteriormente, proactivo no concretizar e ao mesmo tempo ser autónomo. É não só a conjuntura actual que nos faz tecer estas conclusões, mas também a constatação de que independentemente da situação económica, esta é uma alternativa perene.

Vivemos em cidadania plena quando nos esforçamos por melhorar a comunidade onde estamos inseridos(as), impulsionados(as) pela paixão.

Por tudo isto, a MANIFesta Jovem marcou a diferença! Juntou experiências e pessoas, instituições, associações e grupos de jovens, com vontades e necessidades para a revitalização de muitos territórios e para conhecer e intervir em
novas formas de empreendedorismo inclusivo, social e solidário. A preocupação, o interesse, a confiança foram algumas das características deixadas pelos(as) participantes em diversos testemunhos nos espaços que envolveram esta iniciativa.
Em jeito de conclusão, e citando Eugénio de Andrade, evidenciamos a vitalidade da juventude!

Sim, eu conheço, eu amo ainda
Esse rumor abrindo, luz molhada,
Rosa branca. Não, não é solidão,
Nem frio, nem boca aprisionada.
Não é pedra nem espessura.
É Juventude. Juventude ou claridade.
É um azul puríssimo, propagado,
Isento de peso e crueldade!”


Manifesto de Lanheses
31 de Outubro de 2010



Associação Juvenil de Deão - AJD
Lugar da Igreja, 4905-254 Deão
Viana do Castelo
Contactos: 258 730653 / 92 6788375
Blog: assocjuvenildeao.blogspot.com

Vista aérea das salinas da Figueira da Foz. Foto do Arquivo Fotográfico Municipal da Figueira da Foz

O SALGADO DA FIGUEIRA DA FOZ UM JARDIM DE SAL, por Sónia Pinto (Câmara Municipal da Figueira da Foz)


Como na generalidade das salinas atlânticas, as salinas da Figueira da Foz (litoral da Região Centro a cerca de 50Km a oeste de Coimbra), desenvolvem-se no interior de um estuário, neste caso o do rio Mondego, que é um dos principais cursos de água de Portugal, cuja nascente se localiza no interior do maior maciço montanhoso de Portugal (Serra da Estrela).
A história das salinas na Figueira da Foz, desde o século XII até finais do século XVIII, é uma história de conquista permanente de terrenos para a actividade salineira, com momentos de maior ou menor expansão ao sabor das crises e conjunturas. Em meados do século XX, as salinas ocupavam 798ha, repartidos por cerca de 229 unidades que ocupavam 3 diferentes áreas do estuário: Vila Verde na margem norte (17 salinas), Lavos na margem sul (71 salinas) e a Ilha da Morraceira pelo meio (141 salinas). Por essa época trabalhavam largas centenas de pessoas no sal, sendo um dos grandes pilares da economia local.
Através do porto da Figueira da Foz o sal era transportado para muitos locais do mundo, e para além da exportação, havia um mercado regional de grande importância. O sal era transportado em barcaças e subia o Mondego até à foz do Dão, daí era carregado em carros de bois até um entreposto situado no cruzamento de várias vias, cuja importância foi suficiente para que a localidade viesse a ter o nome de Carregal do Sal (100km a Nordeste da Figueira da Foz), sendo daí distribuído para muitas localidades do interior centro de Portugal, chegando mesmo a Espanha.
A importância local do sal motivou uma verdadeira cultura salineira, expressa no folclore (Rancho das Salineiras de Lavos), na gastronomia (peixes salgados, batatas no sal) e em numerosas expressões e técnicas que apenas existem na Figueira da Foz. Entre estas singularidades inclui-se a gestão comunitária dos viveiros que abastecem as salinas, cuja posse é comum e que funcionam também como pisciculturas extensivas, em que a pesca é feita anualmente.
A partir de 1970 a situação alterou-se radicalmente e iniciou-se um longo processo de abandono e reconversão para outras actividades (aquacultura) e destruição (obras portuárias e rodoviárias). Após a década de ouro do salgado tradicional, a região assiste a um paulatino declínio da actividade salineira e o aquoso reticulado típico da região, coberto de montículos brancos entre a Primavera e o Estio, deu lugar a uma progressiva paisagem cor-de-abandono, seca e improdutiva, atravessada por esteiros onde, aos poucos, foram também adormecendo os longos bateis de
Investindo no nosso futuro comum
O SALGADO DA FIGUEIRA DA FOZ UM JARDIM DE SAL
sal, deixados à mercê de uma sorte que se fez igual para todos os elementos do salgado: a de se tornarem em velhos esqueletos de madeira esquecidos num tempo célere demais para que se tomasse consciência das muitas e importantes perdas que com eles se atolavam.
As salinas de Vila Verde desapareceram e quer a Morraceira quer Lavos viram a sua área reduzir-se consideravelmente. No entanto apesar de actualmente restarem apenas menos de ¼ das 229 salinas originais, o salgado da Figueira não deixa de impressionar como exemplo paradigmático de uma paisagem de Jardins de Sal, pois o delineado dos compartimentos é particularmente regular e bem cuidado havendo numerosas ordens de compartimentos e canais, cujos pequenos muros são forrados por madeira. Associado a cada salina existe o típico armazém do sal, construção em madeira com capacidade para albergar 200 Toneladas, e que adopta soluções construtivas muito interessantes, e particularmente bem adaptadas ao meio.
Todas estas características conferem às salinas da Figueira da Foz uma imagem de construção, obra e de grande engenho humano.
Consciente da importância e da necessidade de conservar a paisagem das salinas da Figueira da Foz, a Câmara Municipal adquiriu no ano de 2000, a Salina do Corredor da Cobra – Lavos -, com o seu armazém associado, dotando-a ao longo destes anos, de alguns elementos complementares, tais como uma Rota Pedestre, uma Rota Fluvial e já mais recentemente de um Centro Interpreta-tivo, também designado por Núcleo Museológico do Sal, um espaço aberto, cam-po de experimentação e produção de conhecimento, estruturante de novas identidades que o constituem, a partir de diferentes formas de relação entre Homem, Sociedade, Cultura e Natureza. Todo este conjunto tem servido para desenvolver alguns projectos comunitários, do qual destacamos o ECOSAL ATLANTIS – um programa estratégico de desenvolvimento integral e sustentável das salinas do Atlântico.
Tratando-se de um Projecto com uma vertente turística muito forte, cujas boas práticas estão orientadas para o turismo ecológico, as acções propostas e a serem desenvolvidas até 2012, para a Figueira da Foz centram-se, na sua maioria, no território do salgado, compreendendo especialmente dois grandes grupos de produção de sal artesanal: Armazéns de Lavos e Ilha da Morraceira.
Pretendemos a requalificação da Rota das Salinas e do espaço salícola onde esta se insere, melhorando os seus acessos e dotando-a de infra-estruturas apetecíveis e dignas para o crescente número de pedestriantes e visitantes que, cada vez mais, procuram este espaço, reconhecendo-o como um local único e de singular beleza.
Nos nossos visitantes e viajantes logramos conquistar a vontade de redescobrir em cada visita o privilégio único do contacto com a beleza idílica destes nossos, cada vez mais reconhecidos, Jardins de Sal.
Sónia Ferreira Pinto (Câmara Municipal da Figueira da Foz)


Texto publicado na newsletter do Projecto EcoSal: ver

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